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México e Colômbia alertam sobre fraude digital

Buró de Crédito, CONDUSEF e Banco de Bogotá apontaram roubo de identidade, SMS, WhatsApp e vishing como principais riscos.

Whalemate Labs · Pesquisa assistida por IAPublicado:Atualizado 4 min de leitura

Buró de Crédito colocou o roubo de identidade como a principal ameaça cibernética para mexicanos, com 42% das respostas, à frente de fraude no cartão e vazamento de dados. Ao mesmo tempo, a CONDUSEF alertou para o avanço de fraudes financeiras por SMS e WhatsApp em Jalisco, e o Banco de Bogotá advertiu sobre ligações que imitam números oficiais para roubar senhas e dados.

Atualização 7 de outubro de 2026: No caso colombiano já citado na nota, a informação judicial mencionada pelo veículo уточou que os fatos teriam ocorrido entre 18 de abril e 9 de agosto de 2024, e teriam envolvido 19 clientes da instituição financeira.

Buró de Crédito apontou o roubo de identidade como a principal ameaça cibernética para mexicanos, com 42% das respostas, à frente da fraude no cartão de crédito e do vazamento de dados, segundo a Expansión. Em paralelo, a CONDUSEF alertou para o aumento de fraudes financeiras por SMS e WhatsApp em Jalisco, e o Banco de Bogotá advertiu sobre ligações que imitam números oficiais para roubar senhas e dados.

O que está crescendo no México?

No México, acumulam-se sinais de um fraude mais diversificado, com 35.762 reclamações por possível fraude financeira entre janeiro e maio de 2026, segundo um relatório citado pela Fast Company México. O mesmo levantamento apontou altas anuais na banca múltipla, nas SOFIPOS e nas SOFOMES. A BioCatch informou ainda que as tentativas de fraude bancária subiram 35% e que dispositivos móveis concentraram 90% das sessões fraudulentas em uma análise de mais de 370 instituições financeiras.

O alerta da CONDUSEF em Jalisco mirou mensagens que induzem a abrir links, entregar informações pessoais ou contatar os fraudadores. O padrão coincide com o que o Diario Panorama descreveu como uma combinação de suplantação de identidade, falsos benefícios, mensagens enganosas, chamadas telefônicas, sites falsos e conteúdos gerados com inteligência artificial para imitar figuras públicas.

O que acontece na Colômbia e quais técnicas aparecem?

Na Colômbia, a Asobancaria informou, segundo a DPL News, que são registrados diariamente 997 roubos de dados financeiros, 63 casos de suplantação de identidade e 94 ciberataques por segundo contra entidades bancárias. A isso se soma a judicialização de três pessoas por um suposto fraude informática que teria afetado clientes de uma entidade bancária e gerado movimentações irregulares de mais de 870 milhões de pesos, de acordo com a Publimetro Colombia.

Segundo a informação judicial citada pelo veículo, esses fatos teriam ocorrido entre 18 de abril e 9 de agosto de 2024, e teriam envolvido 19 clientes da instituição financeira. O Banco de Bogotá, por sua vez, alertou sobre o vishing, técnica que usa ligações que imitam números oficiais para obter senhas, códigos de segurança ou informações pessoais. O fenômeno não é isolado: a DPL News também indicou que na Colômbia surge uma nova geração de agentes de IA capazes de cometer fraude, em um contexto no qual a automação começa a acelerar campanhas e a refinar as tentativas de engano.

Que outras modalidades estão se expandindo na região?

Chile e Argentina somaram alertas sobre modalidades que atingem o controle do celular e o acesso às contas. A T13 descreveu o sim swapping, em que criminosos deixam o telefone sem sinal para tentar entrar nas contas da vítima, enquanto a BioBioChile informou, com atribuição não confirmada, que a Subtel teria recebido 700 reclamações por portabilidades não reconhecidas durante 2026, possivelmente ligadas a esse método.

Na Argentina, a La Nación indicou que a Ualá recomenda bloquear o dispositivo remotamente e denunciar a linha à operadora depois do roubo do celular. No Brasil, o G1 explicou que, se uma vítima detectar uma transação PIX não reconhecida após um golpe com IA, deve contestar a operação imediatamente pelo aplicativo ou canal oficial do banco e solicitar o Mecanismo Especial de Devolução.

Como a inteligência artificial entra nessas fraudes?

A IA aparece como ferramenta para automatizar campanhas, gerar conteúdo fraudulento, descobrir vulnerabilidades e adaptar mensagens a cada vítima, segundo o Clarín, que citou o Informe Cibercrimen-Primer Semestre 2026, da BTR Consulting. A matéria mencionou sequestro de contas de WhatsApp, suplantação de bancos e campanhas de phishing, smishing e vishing hiperpersonalizadas.

A Fintech Global acrescentou que o modelo fraud-as-a-service se expande com identidades sintéticas, documentos falsificados, material deepfake e mensagens de phishing mais personalizadas. Na mesma linha, um artigo corporativo da Topaz, que citou o Mapa da Fraude da Serasa Experian, disse que o Brasil registrou 2.860.957 tentativas de fraude de identidade no primeiro semestre de 2026, alta anual de 32,9% e um caso a cada 5,5 segundos, embora esse dado exija consulta ao relatório original antes de ser publicado como definitivo.

Fontes

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