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IA e deepfakes ampliam fraudes na América Latina

Deepfakes, phishing e suplantação com IA avançam no México, Paraguai e região. Argentina, Chile e empresas ajustam respostas.

Whalemate Labs · Pesquisa assistida por IAPublicado:4 min de leitura

A inteligência artificial passou a integrar esquemas de fraude e suplantação na América Latina, com sinais concretos no México, Paraguai e em empresas da região. Ao mesmo tempo, Argentina, Chile e diferentes atores do setor começam a ajustar respostas defensivas e regulatórias diante do mesmo fenômeno.

A inteligência artificial já está sendo usada para ampliar fraudes, phishing, suplantação de identidade e extorsão na América Latina, com relatos recentes vindos de México, Paraguai, Venezuela e do setor empresarial regional. Ao mesmo tempo, começam a surgir respostas defensivas e regulatórias na Argentina, no Chile e em algumas empresas, enquanto organismos e especialistas alertam para o uso de deepfakes e automação em ataques.

¿Cómo se está usando la IA en los fraudes?

A IA vem aparecendo em esquemas de phishing, suplantação de identidade, páginas falsas, videochamadas manipuladas e campanhas de engano direcionadas a usuários e funcionários. No México, uma coluna afirmou que as deepfakes já se tornaram uma ameaça real e que seu uso cresceu 700 por cento, segundo a Secretaria de Seguridad y Protección Ciudadana. A mesma publicação atribuiu à Delta Protect o dado de que 21 por cento dos ciberataques no país já usa inteligência artificial.

O caso mexicano não ficou isolado. O relatório de identidade e fraude 2025 2026 da Sumsub indicou que o país registrou alta de 484% no uso de deepfakes e ataques associados, com uma suplantação de identidade por videochamadas e conteúdos sintéticos cada vez mais sofisticada no ambiente corporativo. A Condusef, por sua vez, advertiu publicamente que grupos criminosos usam inteligência artificial e vídeos deepfake para se passar por bancos e entidades financeiras e buscar dados sensíveis e transferências de dinheiro.

¿Qué patrones detectan los informes regionales?

Diferentes levantamentos mostram que a IA já está integrada à operação criminosa e que seu uso se estende a mais de uma modalidade de fraude. Uma nota de investigação divulgada na Venezuela afirmou que organizações criminosas mexicanas estão incorporando ferramentas digitais, incluindo IA, para reforçar logística, extorsão, vigilância e recrutamento. Essa mesma investigação identificou fraudes afetivas e suplantação de identidade por meio de conteúdos gerados artificialmente como modalidades ligadas ao uso criminoso de IA.

A resposta institucional proposta por essa investigação se apoia em quatro frentes, atualização normativa, fortalecimento das capacidades policiais e judiciais, cooperação regional e proteção de direitos. No Paraguai, o especialista Miguel Ángel Gaspar afirmou que em cerca de 80% dos casos de phishing, suplantação de identidade, fraudes bancárias e ciberassédio já se detecta presença de IA. Segundo a mesma nota, a tecnologia é usada para coletar informações, gerar páginas ou aplicativos falsos e melhorar o vetor de ataque.

Os levantamentos setoriais também refletem essa expansão. Uma apuração entre dirigentes e operadores de apostas esportivas e cassinos online na América Latina indicou que 57% das empresas sofreu ataques por deepfakes ou inteligência artificial generativa no último ano, com tentativas de fraude, roubo de identidade e manipulação de processos de verificação remota. Uma coluna financeira que citou o mesmo levantamento acrescentou que 57% dos participantes já identifica fraudes ligadas a deepfakes ou IA generativa, que a identidade sintética representa 48% dos casos analisados na região e que os ataques de injeção com inteligência artificial chegam a 46%.

Outra análise sobre fraude com deepfakes em empresas apontou que 72% das organizações consultadas detectou aumento de ataques por injeção digital com deepfakes, além de mais documentos falsificados com IA e esquemas de engenharia social direcionados a funcionários e clientes.

¿Qué señales de defensa y regulación aparecen?

A resposta ao problema combina controles técnicos, mudanças normativas e regras internas nas empresas. No Chile, uma nota indicou que a inteligência artificial também pode ser usada como ferramenta defensiva por meio da análise de padrões de acesso, transações incomuns ou comportamentos atípicos. A mesma publicação recomendou autenticação multifator, controles de acesso, dupla verificação de operações sensíveis e mecanismos simples para reportar mensagens suspeitas.

Na Argentina, um artigo de opinião sustentou que o Decreto 941/2025 criou o Centro Nacional de Cibersegurança e atribuiu a ele funções de detecção, defesa, resposta e recuperação diante de incidentes. Outra análise jurídica da Amnistía Internacional sobre o país descreveu que o Decreto de Necessidade e Urgência 941/2025 modificou a Lei de Inteligência Nacional para expandir o uso de sistemas de vigilância baseados em IA e questionou que essas mudanças tenham sido feitas por decreto, com alertas sobre riscos de vigilância algorítmica para fins de controle social.

O México também aparece no frente empresarial. Um artigo de opinião afirmou que a IA e os riscos associados já entraram nas empresas e recomendou regras claras sobre quais dados podem ser carregados em ferramentas de IA, visibilidade das ferramentas usadas por funcionários e um plano financeiro para responder a um incidente. Na mesma linha, o ESET Security Report 2026 para a América Latina apontou que 56,3% dos profissionais de segurança entrevistados considera que a automação de ameaças via IA é o principal risco associado a essa tecnologia, enquanto 19,6% identifica especificamente as deepfakes como o principal risco, percentual que sobe para 24,2% em organizações de informática e tecnologia.

¿Qué dicen los datos sobre la magnitud del problema?

Os números disponíveis mostram um crescimento acelerado e desigual conforme país, canal e setor. No México, além da alta de 700 por cento mencionada por uma coluna, a indústria citada por Expansión indicou um aumento de 484% em deepfakes e ataques associados. O The Standard CIO acrescentou que, segundo dados da indústria, o Chile registrou alta de 148% na taxa de fraude de identidade e aumento de 57% na atividade de malware desde o último trimestre de 2025.

Essa mesma cobertura indicou que, na Colômbia, as tentativas de tomada de controle de contas cresceram 188% impulsionadas por uma alta de 77% no uso de deepfakes, enquanto na Argentina o uso dessa tecnologia para fraude aumentou 66%. Em nível global, mais de 81% dos casos de fraude com IA detectados em 2025 envolveram deepfakes, segundo o mesmo artigo.

Em matéria de canais, a cobertura acrescentou que o phishing representou 49% do conteúdo malicioso bloqueado globalmente em 2025, que 70% do phishing móvel ocorre por SMS e que as fraudes por esse canal cresceram 40% na comparação anual. O quadro descrito por essas fontes é consistente, a IA já não aparece como uma ameaça futura, mas como uma camada operacional instalada nas fraudes digitais que atingem empresas, usuários e órgãos da região.

Fontes

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