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Fraude bancária digital cresce 155% na América Latina

BioCatch elevou para 155% o avanço regional das estafas por engenharia social. Na Argentina, Catamarca e CABA somam novas denúncias.

Whalemate Labs · Pesquisa assistida por IAPublicado:Atualizado 5 min de leitura

Atualização de 20 de agosto de 2026: A BioCatch atualizou os números regionais e apontou que as fraudes por engenharia social cresceram 155% na América Latina, movimento que inclui a Argentina. No país, também surgiram novos dados de Catamarca e da Cidade de Buenos Aires sobre o volume de denúncias e as táticas mais recorrentes.

¿Qué cambió en el fraude bancario digital en la región?

A BioCatch elevou para 155% o aumento regional das fraudes por engenharia social em seu Informe de Tendências de Fraude Bancária Digital 2026, citado por veículos argentinos, mostrando que o fenômeno segue em aceleração na América Latina. O dado atualiza o quadro anterior e recoloca a Argentina dentro de uma onda regional de golpes cada vez mais apoiados na manipulação humana.

O Infobae descreveu que, na América Latina, as táticas mais usadas para esvaziar contas bancárias incluem phishing com links maliciosos, usurpação da identidade de bancos por ligações e mensagens, aplicativos falsos para capturar credenciais e malware com ferramentas de acesso remoto para assumir o controle dos dispositivos das vítimas.

A mesma reportagem observa que um único clique em um link ou arquivo malicioso pode abrir caminho para roubo de credenciais, instalação de malware e captura de códigos de autenticação em dois fatores, permitindo que os atacantes acessem contas bancárias.

¿Cómo se está viendo en Chile?

No Chile, bancos emitiram um alerta pelo aumento do vishing, modalidade em que cibercriminosos ligam para usuários fingindo ser executivos de banco, suporte técnico ou policiais para roubar senhas e chaves de transferências. O Mostrador afirma ainda que essa fraude se torna mais eficiente quando aproveita dados pessoais vazados anteriormente na internet para ganhar confiança.

A norma de segurança citada pelo veículo diz que os bancos nunca vão solicitar por telefone senhas secretas, senhas de transferências, códigos de cartões de coordenadas nem validação de operações no app enquanto o cliente estiver em chamada. Qualquer pedido desse tipo deve ser tratado como indício de fraude. O texto também lembra que, sob a Lei de Fraudes no Chile, as instituições financeiras precisam manter canais de bloqueio 24/7 para cartões e acessos digitais, receber reclamações formais por perda, roubo ou fraude e cumprir os prazos legais de resposta e eventual restituição de valores.

A CronUp, por sua vez, alertou sobre uma campanha massiva de smishing no Chile que se espalha por meio de SMS com links para sites fraudulentos que se passam por órgãos públicos e entidades financeiras. A operação incorpora novos domínios de forma contínua e busca obter informações pessoais e financeiras por engenharia social.

¿Qué está pasando en Brasil?

A Evertec Trends descreve que, no Brasil, as fraudes financeiras deixaram de ser cometidas principalmente por indivíduos isolados e passaram às mãos de organizações criminosas altamente estruturadas, com divisão de funções entre especialistas em engenharia social, desenvolvimento de malware, lavagem de dinheiro, abertura de contas de passagem e produção de documentos falsos.

A mesma análise também aponta que a expansão do open banking e o compartilhamento consentido de dados financeiros estão sendo explorados por atores maliciosos que simulam consentimentos, sequestram sessões de autenticação ou usam engenharia social para convencer clientes a autorizar acessos indevidos. Segundo o relatório, o risco deixou de se concentrar na tecnologia e passou a recair sobre a manipulação do comportamento humano.

O mesmo trabalho documenta fraudes de identidade que incluem fraude sintética, com combinação de dados reais e fictícios, e o uso de selfies manipuladas por IA, ou deepfakes, para burlar a biometria facial em processos de onboarding digital e verificação de identidade em bancos e fintechs.

¿Qué nuevas señales hubo en Argentina?

Na Argentina, o relatório da BioCatch citado pela imprensa local situou a engenharia social dentro de um aumento regional de 155%, enquanto outros levantamentos mostraram piora mais detalhada por jurisdição e tipo de golpe. O Mercado informou ainda que, embora o volume geral de incidentes tenha caído 20%, as fraudes por engenharia social cresceram 183% e o uso de deepfakes de identidade subiu 66%.

Em Catamarca, as autoridades provinciais informaram que as estafas virtuais já somam mais de 500 denúncias neste ano. O padrão descrito é recorrente, as vítimas percebem movimentos suspeitos em suas contas, procuram números de atendimento na internet e acabam em centrais falsas que as induzem a transferências ou pedidos de empréstimo.

O La Nación, por sua vez, reportou que a Cidade de Buenos Aires registra mais de 200 denúncias mensais por ciberestafas, muitas ligadas ao roubo de contas de WhatsApp e à fraude em carteiras virtuais. Nesses casos, as contas e apps das vítimas são tomados e usados para pedir transferências ou empréstimos rápidos, o que os transforma, na prática, em contas mula para seguir a cadeia do fraude.

Outra alerta divulgado por veículos argentinos, com recomendações de Argentina.gob.ar, aponta para uma nova modalidade em que o home banking é bloqueado e, depois, é feita uma ligação simulando ser do banco. A recomendação oficial é desligar e falar pelos canais oficiais, sem informar usuários, senhas, PIN, tokens nem códigos recebidos por mensagem durante a chamada.

¿Qué otras señales de alerta aparecen en México, Colombia y Venezuela?

Um relatório do Mercado, com base em dados da Sumsub e da BioCatch, indica que na América Latina as fraudes avançadas com identidades geradas por IA cresceram 180%, enquanto as estafas por engenharia social associadas à fraude bancária digital aumentaram 155%.

No México, o NoticiasNeo informou que o phishing cresceu 202% e listou sete evidências digitais que valem ser preservadas para uma denúncia efetiva, entre elas o e-mail ou mensagem original com cabeçalhos completos, a URL do site fraudulento, capturas de tela, registros de chamadas com engenharia social e comprovantes de transferências.

A Vanguardia registrou 866 denúncias recentes por fraude cibernética em Bucaramanga, na Colômbia, e recomendou proteger credenciais com senhas fortes e autenticação multifator, além de desconfiar de mensagens com urgência e verificar remetentes, domínios e URLs antes de clicar ou fornecer informações.

O Elonce descreveu que as estafas digitais evoluíram para esquemas complexos em que quadrilhas usam inteligência artificial, engenharia social, campanhas em redes sociais e estruturas financeiras para dificultar o rastreamento do dinheiro. Na Venezuela, a IP Media Group, citando a ESET, alertou sobre falsas campanhas de arrecadação e páginas de doação que chegam a usar IA para gerar notícias ou vídeos de supostas vítimas, com o objetivo de explorar a urgência emocional e obter dados financeiros ou doações fraudulentas.

¿Por qué el foco dejó de estar solo en la tecnología?

A ConAcento, no México, também reproduziu a explicação de um especialista em cibersegurança que descreveu essas fraudes como operações de organizações criminosas com estruturas definidas, em que diferentes integrantes captam vítimas, desenvolvem a engenharia social, usam IA para suplantar identidades e depois lavam o dinheiro.

O BBVA México, em seu guia de prevenção a fraudes digitais, insiste que os criminosos aproveitam a urgência para fazer o usuário entregar informações de forma voluntária. O banco afirma que nunca vai pedir senhas por ligações, mensagens ou e-mails, recomenda encerrar a comunicação, verificar pelos canais oficiais e usar funções como "Apagar cartão" junto com a troca imediata de senhas após um incidente.

Fontes

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