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Brasil multa TikTok por dados de menores

ANPD aplicou multa de R$ 153,7 milhões à ByteDance e ordenou a exclusão de dados de adolescentes no TikTok.

Whalemate Labs · Pesquisa assistida por IAPublicado:Atualizado 4 min de leitura

A Autoridade Nacional de Proteção de Dados do Brasil, ANPD, multou a ByteDance, controladora do TikTok, em R$ 153,7 milhões por violações à LGPD ligadas ao tratamento de dados de crianças e adolescentes. A decisão também determina a exclusão de dados pessoais coletados de forma irregular e a adoção de um plano específico de conformidade para reforçar a proteção de menores na plataforma.

Atualização 1 de setembro de 2026: a ANPD detalhou que a ByteDance terá de notificar terceiros com os quais compartilhou dados de adolescentes, apresentar um relatório técnico assinado pelo DPO e registros de auditoria, e poderá receber multa diária de R$ 137.081,49 em caso de descumprimento. A Reuters também informou que a multa pode ser reduzida em 25% se a empresa abrir mão de recorrer e pagar dentro do prazo.

A Autoridade Nacional de Proteção de Dados do Brasil, ANPD, multou a ByteDance, controladora do TikTok, em R$ 153,7 milhões por violações à LGPD ligadas ao tratamento de dados de crianças e adolescentes. A decisão também ordena a exclusão de dados pessoais coletados de forma irregular e a adoção de um plano de conformidade específico para reforçar a proteção de menores na plataforma.

¿Qué detectó la ANPD en TikTok?

A ANPD concluiu que houve infrações em duas modalidades de acesso, o feed sem registro e o feed com registro, e que, em ambas, dados pessoais de crianças e adolescentes foram tratados sem hipótese legal adequada sob a LGPD. O ato oficial menciona cinco violações aos artigos 6, incisos VIII e X, e 7 da lei.

Segundo o texto da autoridade, o TikTok pode ter tratado dados de pelo menos 8 milhões de crianças no Brasil durante o período investigado, número que a MLex comparou a cerca de 20% da população infantil do país em um ano. A cobertura também descreveu as falhas de verificação de idade como sistêmicas, sobretudo no feed sem registro, que facilita o uso da plataforma sem barreiras etárias.

Análises posteriores de conformidade apontaram que a sanção total chega a R$ 153.769.671,33 e foi calculada com base no faturamento da empresa no Brasil, segundo os limites da LGPD, que preveem multas de até 2% do faturamento no país, com teto de R$ 50 milhões por infração. Outra leitura da decisão também sustentou que a operação local processou dados de usuários entre 13 e 18 anos sem base legal válida.

¿Qué obligaciones impuso la resolución?

A decisão exige apagar os dados pessoais de adolescentes cadastrados se, em 60 dias úteis, não forem documentados arranjos de representação legal, como pais, tutores ou outra forma de assistência jurídica. Também determina a notificação de todos os terceiros com os quais esses dados foram compartilhados e a apresentação de um relatório técnico assinado pelo DPO, junto com registros de auditoria que comprovem a conformidade.

A resolução fixou multa diária de R$ 137.081,49 em caso de descumprimento dessas ordens. A Reuters informou ainda que a ANPD prevê redução de 25% do valor total se a ByteDance desistir de recorrer em 10 dias úteis e pagar em até 20 dias úteis, o que levaria a penalidade para cerca de R$ 115,3 milhões.

Organizações da sociedade civil afirmaram que o caso reforça a ideia de privacy by design para menores sob a LGPD. Veículos europeus e brasileiros acrescentaram que a ANPD apontou a inexistência de base legal adequada tanto na modalidade com conta quanto no feed sem registro.

¿Por qué el caso trasciende a Brasil?

A sanção foi descrita pela TechTimes como a maior ação de enforcement na América Latina centrada em dados de menores até agora, e por coberturas internacionais como a multa mais alta aplicada pela ANPD desde sua criação, em 2020. A Valor International e a France24 disseram ainda que a medida envia um sinal ao restante das plataformas.

Um despacho de agência reproduzido por veículos norte-americanos destacou que a ANPD considerou que o tratamento de dados de adolescentes de 13 a 18 anos pela ByteDance e pelo TikTok também foi usado para oferecer publicidade direcionada. Essa leitura agrava o descumprimento diante de padrões internacionais de proteção infantil.

O órgão brasileiro abriu procedimentos para verificar a conformidade de 22 redes sociais e plataformas com a nova lei brasileira de proteção online de crianças e adolescentes. O Metrópoles informou ainda que a ANPD mantém pelo menos 10 procedimentos em andamento contra outras big techs e plataformas, entre elas Meta, Google, Microsoft, Apple, WhatsApp, Telegram e X, além de TikTok e Discord.

¿Cómo se cruza con la presión regulatoria en Estados Unidos?

Poucos dias antes da multa no Brasil, TikTok e ByteDance fecharam um acordo de cerca de US$ 400 milhões com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos para encerrar acusações sobre privacidade infantil. A Reuters informou que o acordo prevê um pagamento imediato de US$ 300 milhões e outra parcela de US$ 100 milhões condicionada à anulação de um decreto de consentimento de 2019 com a FTC, ligado à Musical.ly.

A ABC News indicou que esse acordo está entre os maiores casos de privacidade infantil nos Estados Unidos. Veículos especializados acrescentaram que ele inclui obrigações de governança de dados e design de produto, com restrições mais fortes sobre publicidade personalizada, verificação de idade e controles parentais. Coberturas em espanhol ressaltaram que a atuação paralela de Brasil e Estados Unidos eleva a exposição regulatória de plataformas com operações relevantes nesse mercado.

Fontes

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