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México: CNBV liga multibiometria ao KYC

CNBV pressiona bancos mexicanos a usar multibiometria em operações de alto risco e cruzá-la com KYC, PLD/FT e bases oficiais.

Whalemate Labs · Pesquisa assistida por IA16 de jul. de 20263 min de leitura

A nova regra atribuída à CNBV vincula a verificação multibiométrica a operações em dinheiro acima de 140 mil pesos e a contas N3 e N4, segundo a cobertura citada pela imprensa mexicana. O modelo permite aos bancos comparar impressões digitais ou traços faciais com bases oficiais como as do INE, da SRE e do SAT, dentro de um arcabouço já definido por KYC e prevenção à lavagem.

Multibiometria para operações de maior risco

A nova regulação atribuída à CNBV passa a associar a verificação multibiométrica a operações em dinheiro acima de 140 mil pesos, com exigência de impressão digital ou reconhecimento facial para autorizar depósitos e saques nesse valor. A cobertura publicada no México também coloca o foco em contas bancárias classificadas como N3 e N4.

Os relatos da imprensa indicam que o uso obrigatório de multibiometria mira principalmente operações de maior risco, como movimentações em espécie de valores altos e perfis N3 e N4. Pela lógica regulatória descrita nessa cobertura, a verificação biométrica entra na matriz de risco de PLD/FT para reduzir fraudes bancárias e outros crimes financeiros.

Como isso se encaixa com KYC e PLD/FT

No México, os processos de KYC aplicáveis a bancos e fintechs já são regulados principalmente pela Lei de Instituições de Crédito, pela Lei para Regular as Instituições de Tecnologia Financeira, conhecida como Lei Fintech, e pelas disposições gerais de prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento ao terrorismo emitidas pela Hacienda e pela CNBV, segundo a FIMPE.

Nesse contexto, a nova exigência não aparece como um esquema isolado, mas como uma camada adicional de verificação de identidade. A cobertura econômica local aponta que as instituições financeiras poderão cruzar os dados biométricos de seus clientes com bases oficiais federais, entre elas as do INE, da SRE, do SAT e de outros órgãos que ofereçam serviços de verificação biométrica. O objetivo explícito é reduzir a suplantação de identidade e a lavagem de dinheiro.

Ajustes técnicos para os bancos

A mudança também obriga a reforçar controles de cibersegurança e de captura biométrica. Segundo uma análise da imprensa especializada em negócios, a adoção de biometria facial nos bancos mexicanos traz desafios técnicos concretos, porque na primeira tentativa de verificação as taxas de erro podem ficar entre 8% e 12%.

A mesma análise acrescenta que, após uma segunda tentativa com instruções adicionais ou ajustes na captura, a margem de erro pode cair para cerca de 3% a 5%. A observação não contraria o objetivo regulatório, mas mostra que a implementação operacional exigirá tolerâncias, revisão de processos e proteção dos dados biométricos usados na verificação.

Fontes

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