LATAM: deepfakes e phishing pressionam empresas
Unico e Liminal apontam fraude por identidade sintética de 48,3% na região. IRONSCALES mediu perdas médias acima de US$ 280 mil.
Unico e Liminal afirmaram que a identidade sintética representa 48,3% do fraude nos mercados latino-americanos analisados, acima da média global. Em paralelo, IRONSCALES reportou perdas médias superiores a 280.000 dólares em casos de deepfakes, enquanto seguem os riscos de suplantação e phishing avançado em Colômbia, Peru, México e Equador.
Atualização 4 de novembro de 2026: Unico e Liminal incorporaram novos dados sobre fraude de identidade sintética na América Latina, com participação de 48,3% nos mercados analisados. Além disso, a IRONSCALES divulgou números atualizados sobre o custo dos ataques com deepfake, com perdas médias acima de 280.000 dólares.
Unico e Liminal informaram que a identidade sintética responde por 48,3% da fraude nos mercados latino-americanos analisados, uma fatia acima da média global de ataques sofisticados. Em paralelo, a IRONSCALES afirmou que o estudo Beyond Detection: The $280K Reality of Deepfake Attacks registrou perdas médias superiores a 280.000 dólares entre as organizações afetadas.
¿Cómo se están usando estas técnicas?
O material disponível mostra dois vetores principais: a falsificação por vídeos manipulados e o phishing avançado com apoio de IA. Segundo a análise publicada pela Ikusi, essas técnicas podem clonar a voz, o rosto e o estilo de escrita de executivos, fornecedores ou clientes para tentar autorizar pagamentos fraudulentos ou obter informações sensíveis.
Na Colômbia, o El País Cali relatou preocupação com publicações falsas com deepfakes que replicam traços de pessoas conhecidas para induzir enganos com fins econômicos. No Peru, o The Latin Times apontou que os deepfakes já aparecem como risco para processos empresariais críticos, entre eles autorizações de pagamento, comunicações executivas e gestão de fornecedores.
¿Qué muestran los nuevos datos sobre fraude de identidad?
Os relatórios da Unico e da Liminal indicam que a fraude baseada em identidade sintética já tem peso alto na América Latina. A Unico afirmou que, nos mercados analisados, essa modalidade representa 48,3% da fraude e supera a média global de ataques sofisticados.
A Liminal confirmou esse percentual em sua própria análise e acrescentou que o estudo com a Unico atribui uma redução de mais de 100 vezes no custo de executar ataques sofisticados. A leitura das duas publicações é que a automação e a IA barateiam a ofensiva e ampliam a escala das tentativas de fraude.
¿Qué costo dejaron los ataques deepfake?
A IRONSCALES informou que o estudo Beyond Detection: The $280K Reality of Deepfake Attacks registrou perdas médias acima de 280.000 dólares entre as organizações afetadas. Segundo a empresa, 19% relataram perdas de 500.000 dólares ou mais, e mais de 61% disseram ter perdido acima de 100.000 dólares.
Esse tipo de impacto financeiro se encaixa no alerta regional sobre deepfakes e phishing generativo. Eles já não se limitam a campanhas massivas de engano, mas também se adaptam a processos internos de empresas, fornecedores e autoridades, com custos elevados quando a fraude consegue avançar.
¿Qué plantea la discusión regulatoria en Ecuador?
A pesquisa da Pontifícia Universidade Católica do Equador conclui que o COIP não traz uma regra explícita para IA aplicada à fraude e propõe reformar o artigo 186. A proposta inclui o uso de inteligência artificial como agravante, mas exige comprovação de dolo direto e uma perícia informática forense qualificada.
Essa abordagem busca dar uma base penal mais precisa para casos em que a automação ou a geração sintética façam parte da fraude. O trabalho acadêmico também relaciona o tema ao princípio da segurança jurídica, em um contexto no qual o uso ofensivo dessas ferramentas já aparece em diferentes países da região.
¿Qué muestra el caso mexicano?
A Infobae México informou, segundo relatos divulgados sobre o caso, que o grupo cibercriminoso Chronus teria usado ferramentas automatizadas e recursos apoiados em IA para inspecionar infraestrutura vinculada a instituições mexicanas, identificar subdomínios vulneráveis e explorar pontos fracos. Esse ponto permanece na formulação atribuída a relatos não confirmados de forma oficial.
A leitura regional deixada por essas fontes é clara: os deepfakes e o phishing generativo já não se limitam a campanhas massivas de engano, e também se adaptam a processos internos de empresas, fornecedores e autoridades. O debate no Equador, por sua vez, mira preencher uma lacuna normativa específica diante desse tipo de fraude.
Fontes
- Deepfakes: la nueva modalidad de estafa con la que buscan robar datos y dinero en Colombiaelpais.com.co· El País Cali
- Inteligencia artificial como agravante constitutivo del delito de estafa y su relación con el principio de seguridad jurídica en Ecuadorrepositorio.puce.edu.ec· Pontificia Universidad Católica del Ecuador
- Advanced Phishing and Corporate Deepfakes: The New Face of AI in LATAM Cybersecurityikusi.com· Ikusi
- México ante la IA ofensiva, una defensa atrapada en la burocraciainfobae.com· Infobae México
- El boom de IA en Perú tiene un precio: 353 mil ciberataques y 9 de cada 10 firmas sin políticaslatintimes.com· The Latin Times
- The new economics of AI fraudliminal.co· Liminal
- El fraude de identidad con IA alcanza 48.3% de los casos en América Latinaeleconomista.com.mx· El Economista México
- Phishing avanzado y deepfake corporativo: la nueva cara de la IA en ciberseguridad LATAMikusi.com· Ikusi
- Fraudes sofisticadas já representam 23% dos ataques globais e quase 50% de todos os casos na América Latina, segundo Liminal e Unicounico.io· UnicoURL não verificada
- IRONSCALES Celebrates Fast Growth with Fourth Consecutive Year on Deloitte’s Technology Fast 500ironscales.com· IRONSCALES



