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Colômbia suspende cobranças por suplantação

A Lei 2573 de 2026 suspende cobranças e apaga registros negativos se a suplantação de identidade for confirmada na Colômbia.

Whalemate Labs · Pesquisa assistida por IAPublicado:Atualizado 4 min de leitura

A Lei 2573 de 2026 na Colômbia determina a suspensão imediata de cobranças ligadas a crédito ou obrigação financeira quando a vítima alegar falsidade pessoal ou suplantação de identidade e a entidade já souber da reclamação.

Atualização 23 de agosto de 2026: a Lei 2573 de 2026 foi sancionada em 19 de maio e já tem entrada em vigor escalonada, com um regime geral previsto para começar por volta de 19 de novembro de 2026. O comunicado policial também trouxe dados oficiais sobre a fraude no país, com 62.299 denúncias por crimes informáticos em 2025 e 764 no acumulado de 2026 até a data do informe.

A Lei 2573 de 2026 na Colômbia determina a suspensão imediata de qualquer cobrança ligada a um crédito ou obrigação financeira quando a pessoa afirmar ser vítima de falsidade pessoal ou suplantação de identidade, desde que a entidade já tenha conhecimento da reclamação.

O que mudou com a Lei 2573 de 2026?

A norma, sancionada em 19 de maio de 2026, amplia a proteção contra o reporte negativo a operadores de informação e contra a cobrança de obrigações obtidas por meio de suplantação de identidade na Colômbia. Segundo a Prefeitura de Bogotá, o regime geral entra em vigor seis meses após a promulgação, enquanto alguns parágrafos do artigo 5 passam a valer desde a mesma data.

Como funciona a carga da prova?

A lei passa a aplicar, nesse contexto, o princípio da carga dinâmica da prova. Na prática, isso significa que a instituição financeira, a operadora de telecomunicações ou o comércio deverá demonstrar quais mecanismos usou para verificar a identidade antes de aprovar o crédito, a compra ou o serviço quando houver alegação de suplantação.

Além disso, bancos e outros fornecedores de crédito ficam obrigados a entregar à suposta vítima cópia de todos os documentos usados para aprovar a operação que teria sido obtida mediante a suplantação.

O que acontece se a Justiça confirmar a suplantação?

Se a autoridade judicial concluir que houve suplantação de identidade em um crédito ou obrigação, a pessoa afetada fica isenta de pagar a dívida. Também não deve arcar com juros nem com outros encargos associados.

No mesmo cenário, a pessoa deve ser excluída dos registros negativos ligados a essa obrigação na Colômbia.

A leitura conjunta das Leis 2502 de 2025 e 2573 de 2026 destaca que, após a denúncia dentro de 20 dias úteis e a suspensão temporária das cobranças, se ficar comprovada a suplantação a vítima fica liberada das obrigações adquiridas de forma fraudulenta em seu nome.

Quais canais existem para reclamar?

O Ministério da Justiça e do Direito da Colômbia informa que consumidores financeiros podem apresentar queixas contra bancos, seguradoras e empresas de financiamento à Superintendência Financeira da Colômbia, aos defensores do consumidor financeiro, às personerías, à Defensoria do Povo e às associações de consumidores. Segundo a pasta, esses canais servem para impor sanções ou para conciliar diferenças relacionadas a serviços financeiros.

O que dizem os números oficiais sobre o problema?

A Polícia Nacional informou oficialmente que, em 2025, foram registradas 62.299 denúncias por crimes informáticos, e que essas condutas representaram 88% do fenômeno delitivo digital. No acumulado de 2026, até o momento do comunicado, havia 764 denúncias por crimes informáticos.

A Superintendência de Indústria e Comércio informou que, entre 2022 e maio de 2026, recebeu 13.983 reclamações por suplantação de identidade por meio da plataforma SIC Facilita, das quais 11.365 estão relacionadas a telecomunicações. O órgão também disse que, desde 2023, as multas por esses casos superam 2,390 bilhões de pesos, principalmente contra operadoras que não aplicaram controles adequados.

Cobrança de dívidas na Colômbia por suplantação de identidade

Se uma pessoa alega ter sido vítima de suplantação de identidade, a Lei 2573 de 2026 determina a suspensão imediata de qualquer cobrança relacionada a essa dívida na Colômbia, desde que a entidade já esteja ciente da reclamação. Se a Justiça confirmar a suplantação, a pessoa afetada fica isenta de pagar a dívida e não deve assumir juros nem outros encargos associados.

A norma também obriga as entidades a provar quais mecanismos usaram para verificar a identidade antes de aprovar o crédito, a compra ou o serviço. Além disso, devem entregar cópia dos documentos usados para autorizar a operação e, se a fraude for confirmada, apagar os registros negativos vinculados a essa obrigação.

Fontes

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