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Uruguai amplia a supervisão financeira do BCU

BCU prepara lei de finanças abertas, reforça a cibersegurança do sistema financeiro e ajusta a supervisão de ativos virtuais.

Whalemate Labs · Pesquisa assistida por IAPublicado:2 min de leitura

O Banco Central do Uruguai incluiu no plano 2026-2030 o reforço da cibersegurança financeira e a elaboração de um anteprojeto de lei de Finanças Abertas, com poderes de regulação, supervisão e sanção sobre os atores do ecossistema.

O Banco Central do Uruguai incluiu em seu Plano Estratégico 2026-2030 o reforço da cibersegurança no sistema financeiro e o combate à lavagem de dinheiro, ao mesmo tempo em que avança na elaboração de um anteprojeto de lei de Finanças Abertas, com poderes de regulação, supervisão e sanção para os participantes do ecossistema.

Finanças abertas com novas competências

Segundo o anúncio do BCU, a proposta busca viabilizar um ecossistema de finanças abertas no país. O desenho prevê que o Banco Central possa regular, supervisionar e sancionar os atores envolvidos, o que deve trazer novas obrigações de conformidade para instituições financeiras e fornecedores de tecnologia que tratem dados financeiros de clientes.

O modelo descrito pelo El País no Uruguai, a partir dos artigos 184 a 204 de um projeto, aponta que pessoas e empresas poderão autorizar o compartilhamento de seus dados financeiros entre instituições e provedores registrados no BCU. A meta é modernizar o sistema e facilitar novos produtos e serviços, com base em consentimentos explícitos dos usuários para a troca de dados.

A AEBU questionou publicamente esse futuro sistema e alertou que muitos usuários podem aceitar compartilhar dados sem entender o alcance dessa decisão. O sindicato também afirmou que o projeto faz menção reduzida a medidas mínimas de segurança para as empresas que operarem no sistema, em um contexto de crescimento dos cibercrimes.

Mais controle sobre o perímetro regulado

O plano até 2030 também registra que a autoridade iniciou em 2026 a regulamentação e a implementação de uma nova legislação sobre Instituições Emissoras de Dinheiro Eletrônico, incluindo normas sobre análise de riscos e garantias, além de mudanças no relacionamento com clientes para prevenir fraudes em intermediários de valores.

Em paralelo, o Diário Oficial publicou a Circular Nº 2.508 do Banco Central do Uruguai como fe de erratas da Circular Nº 2.507, na Recopilação de Normas do Mercado de Valores. Esse ajuste formal indica que o regime para provedores de serviços de ativos virtuais recebeu modificações após sua emissão original.

O País também detalhou que o Banco Central definiu requisitos e prazos específicos para regular as empresas provedoras de serviços de ativos digitais, em linha com a implementação da Circular Nº 2.507 e com o plano de controle de fraudes e fortalecimento da supervisão tecnológica.

A SomoSuruguay informou que o Plano Estratégico 2026-2030 surgiu de um processo interno de reflexão estratégica realizado em 2025, no qual foram definidas prioridades institucionais para os próximos cinco anos, entre elas a agenda de finanças abertas e o reforço da cibersegurança financeira, com referência expressa à documentação oficial do BCU.

Fontes

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