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Peru endurece regras de pagamento

BCRP e SBS ampliam exigências para transferências, autenticação e reporte de incidentes no sistema financeiro peruano.

Whalemate Labs · Pesquisa assistida por IA22 de jul. de 20262 min de leitura

O Banco Central de Reserva do Peru determinou que bancos, caixas e financeiras passem a permitir transferências imediatas com aliases vinculados a contas de fundos, como número de celular, DNI ou outro mecanismo que o próprio BCRP venha a aprovar. A medida se soma a outras exigências recentes da SBS sobre cibersegurança, cartões, carteiras móveis e supervisão de atores fintech.

O Banco Central de Reserva do Peru determinou que bancos, caixas e financeiras passem a permitir transferências imediatas usando aliases vinculados a contas de fundos. Entre esses aliases estão o número de celular, o DNI ou outro mecanismo que o próprio BCRP aprove mais adiante, segundo a norma citada pelo Enfoque Real.

Uma mudança que afeta todo o sistema financeiro

A obrigação vale para bancos, caixas e financeiras, e busca viabilizar transferências imediatas com identificadores que substituem o uso direto dos dados da conta. A menção explícita a celular e DNI amplia o conjunto de aliases que as instituições terão de aceitar, enquanto o regulador deixou aberta a possibilidade de outros mecanismos aprovados depois.

A medida surge em um momento em que a supervisão sobre o sistema financeiro peruano vem acumulando novas camadas regulatórias. No campo da cibersegurança, a SBS determinou que incidentes de cibersegurança sejam reportados em até 24 horas, segundo nota do Ecosistema Startup. Além disso, o Tu Diario Huánuco informou que a SBS definiu novas medidas de segurança para cartões e carteiras móveis no Peru.

Mais controle sobre fintech e BaaS

A discussão regulatória também alcança os agentes tecnológicos conectados ao sistema bancário tradicional. O Gestão informou que mais de 50 fintechs passariam a ser supervisionadas pelo BCRP, em um modelo que testa a adaptação do setor a novas exigências de controle.

A isso se soma a regulação do modelo Banking as a Service, ou BaaS, descrita pela Cuatrecasas como um marco específico para o Peru. O avanço desse modelo organiza a relação entre instituições financeiras e provedores de tecnologia, ponto sensível para cumprimento de segurança, autenticação e rastreabilidade em serviços que operam sobre infraestrutura compartilhada.

Com esses elementos, o compliance no sistema financeiro peruano deixa de se limitar aos controles internos de cada instituição e passa a envolver também prazos de notificação, segurança em canais móveis, supervisão de fintechs e regras para serviços financeiros embutidos.

Fontes

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