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México segue sem lei geral de IA

México continua sem lei geral de IA e de cibersegurança. Após o fim do INAI, falta definir quem vai fiscalizar o cumprimento da norma.

Whalemate Labs · Pesquisa assistida por IAPublicado:Atualizado 3 min de leitura

México segue sem uma lei geral de cibersegurança nem uma lei geral de inteligência artificial, enquanto o Congresso mantém iniciativas em comissões e o debate avança entre propostas federais, reformas constitucionais e marcos parciais já aprovados ou anunciados.

Cibersegurança: seis anos sem lei geral

Seis anos após o início da discussão de uma Lei de Cibersegurança no México, o país continua sem um marco normativo que obrigue empresas e instituições a cumprir padrões mínimos para proteger a infraestrutura crítica e a privacidade dos usuários, segundo publicou o El Financiero em 7 de agosto de 2026.

O mesmo relatório afirma que o atraso legislativo persiste apesar de já existirem diagnósticos e planos de governo para o setor. O Debate informou que, em dezembro de 2025, foi apresentado o Plano Nacional de Cibersegurança 2025-2030 e que, em 2026, foi publicada a Política Geral de Cibersegurança para a Administração Pública Federal, o que levou à criação do Conselho Nacional de Cibersegurança, presidido pela SSPC.

O El Financiero acrescentou no mesmo texto que um dos pontos centrais ainda em aberto é definir qual entidade vai fiscalizar o cumprimento da norma após a extinção do INAI.

IA, entre projetos estaduais e propostas federais

Na inteligência artificial, o quadro é parecido. O El Imparcial informou que o México enfrenta uma regulação fragmentada, com cerca de 200 iniciativas estaduais ligadas a essa tecnologia e 39 aprovadas, mas sem uma lei geral que estabeleça critérios comuns.

O mesmo veículo acrescentou que a comissão especializada do Senado anunciou em 30 de abril um marco regulatório e um plano nacional para IA, embora a proposta não tenha chegado ao plenário antes do fim do período legislativo e possa voltar no próximo período ordinário. Também observou que empresas e usuários já lidam com fraudes, deepfakes e regras dispersas.

No nível federal, as peças legislativas seguem em movimento. O El Financiero publicou uma coluna em 3 de agosto de 2026 afirmando que o México não tem uma lei geral de inteligência artificial aprovada e que há iniciativas pendentes em comissões. O Itsitio México informou ainda que, em 24 de julho de 2026, foi apresentada na Câmara dos Deputados uma iniciativa para expedir a Lei Federal para o Desenvolvimento Ético, Soberano e Inclusivo da Inteligência Artificial e criar um Conselho Nacional de Inteligência Artificial e uma Plataforma Nacional de Auditoria Algorítmica.

A via constitucional

Em paralelo, o El Economista reportou que a vice-coordenadora do Morena na Câmara dos Deputados, Gabriela Jiménez Godoy, apresentou à Comissão Permanente uma iniciativa para reformar o artigo 73 da Constituição e dar ao Congresso da União competência explícita para aprovar leis sobre o uso, o desenvolvimento e a implementação de sistemas de inteligência artificial.

A proposta busca garantir ao Congresso poderes expressos para legislar sobre o uso e a implementação de sistemas de IA, o que confirma que o debate segue preso, antes de tudo, a uma autorização constitucional, e não a uma lei geral definitiva.

Fontes

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