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Chile registra US$ 98 milhões em fraude digital

Fraudes com meios de pagamento digitais em bancos chilenos somaram US$ 98 milhões no 1º semestre de 2026.

Whalemate Labs · Pesquisa assistida por IAPublicado:Atualizado 4 min de leitura

Um relatório atribuído ao Banco Central do Chile estimou em US$ 98 milhões os valores envolvidos em denúncias por fraude com meios de pagamento digitais em bancos no primeiro semestre de 2026. O dado se soma aos alertas sobre malware móvel, phishing e falsificação assistida por inteligência artificial na região.

Atualização 28 de outubro de 2026: O G5 Noticias informou que, apenas nos bancos do Chile, os valores envolvidos em denúncias por fraude com meios de pagamento digitais chegaram a US$ 98 milhões no primeiro semestre de 2026, segundo um relatório atribuído ao Banco Central. A nota também mantém o panorama regional sobre malware móvel, phishing e falsificação assistida por inteligência artificial.

Um relatório atribuído à Zimperium afirma que 21 famílias de malware móvel estariam mirando 68 aplicativos bancários e fintechs de 12 países da América Latina. O mesmo material descreve abuso de acessibilidade, sobreposição de tela, interceptação de OTP e tomada de controle do dispositivo como técnicas para roubar credenciais e viabilizar transferências fraudulentas.

O que mostram os relatórios regionais sobre fraude digital?

Os dados disponíveis apontam para uma combinação de phishing, ligações fraudulentas, malware móvel e falsificação de identidade com apoio de inteligência artificial. O jornal La República informou, citando o relatório mais recente de tendências de fraude da TransUnion, que 41% dos adultos ouvidos na América Latina disseram ter sido vítimas de alguma tentativa de fraude digital, e que o phishing foi o principal esquema. Além disso, 27% afirmaram ter recebido uma ligação tentando extrair informações.

Em outra frente, a Sovos indicou que a inteligência artificial amplia as possibilidades de fraude de identidade por meio de deepfakes, identidades sintéticas e outras formas de falsificação. O mesmo texto mencionou que a CONDUSEF registrou mais de 35.000 reclamações por possível fraude financeira entre janeiro e maio de 2026.

Que técnicas os atacantes estão usando?

Os ataques descritos combinam engenharia social e manipulação técnica do dispositivo ou da identidade da vítima. O material atribuído à Zimperium fala em abuso de acessibilidade, sobreposição de tela, captura de OTP e tomada de controle do equipamento para esvaziar contas ou habilitar transferências não autorizadas. Em paralelo, Marcelo Wong, chefe nacional de Cibercrime da Polícia de Investigações do Chile, alertou que a IA torna mais convincentes as mensagens de phishing e permite falsificar identidades durante videochamadas com imagens, áudios ou vídeos manipulados em tempo real.

A Silent4Business, segundo artigos reproduzidos por veículos mexicanos, descreveu três modalidades de falsificação com IA em serviços financeiros: identidades sintéticas para se passar por clientes, voz ou vídeo manipulados para imitar executivos e sites, domínios ou perfis falsos que aparentam pertencer a instituições financeiras. A mesma empresa recomendou testes de vida, análise comportamental e autenticação multifator resistente a phishing, além de validar solicitações sensíveis por canais independentes.

O que dizem os dados de México e Chile?

No México, os relatórios citados mostram maior pressão sobre o sistema financeiro e sobre os usuários. O Código Espagueti informou, com base no Norton LATAM Cybersecurity Landscape Study 2026, que 83% dos adultos ouvidos no país sofreram alguma ameaça cibernética nos 12 meses anteriores e que 20% sempre ativavam a autenticação em dois fatores. O Infobae México, citando o Facephi Observatory, disse que durante 2025 o sistema financeiro mexicano registrou mais de 108.000 denúncias por fraude digital e perdas acima de 11.300 milhões de pesos.

O mesmo veículo acrescentou, citando o Relatório de Fraude de Identidade da Entrust, que os deepfakes responderam por um em cada cinco tentativas de fraude biométrica. A Verafin, por sua vez, afirmou que em 2025 ocorreram aproximadamente 8,1 milhões de casos de fraude no México, dos quais 4,6 milhões seriam fraude bancária e 3,6 milhões fraude ao consumidor, embora o resultado não identifique com clareza o estudo primário nem sua metodologia.

No Chile, a discussão se concentrou em como conter a fraude sem piorar a experiência do cliente. A MadBoxPC relacionou a prevenção da fraude de identidade em bancos e seguros à autenticação reforçada de clientes prevista na Norma 538 da Comissão para o Mercado Financeiro, e descreveu o uso combinado de biometria facial, leitura NFC de documentos e OCR como mecanismos de verificação propostos pela empresa citada.

O G5 Noticias acrescentou que os valores envolvidos em denúncias por fraude com meios de pagamento digitais, considerando apenas os bancos, chegaram a US$ 98 milhões no primeiro semestre de 2026, segundo um relatório atribuído ao Banco Central do Chile.

Fontes

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