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Stripe: América Latina lidera o fraude com cartões

Stripe disse que a América Latina teve em 2025 uma taxa de fraude com cartões 65% acima da da América do Norte.

Whalemate Labs · Pesquisa assistida por IAPublicado:3 min de leitura

Stripe informou que, desde janeiro de 2022, as empresas na América Latina registram as maiores taxas de fraude com cartões entre as regiões analisadas. Em 2025, a taxa regional foi 65% superior à da América do Norte.

A Stripe informou que, desde janeiro de 2022, as empresas na América Latina registram as maiores taxas de fraude com cartões entre as regiões analisadas. Em 2025, a taxa de fraude na região ficou 65% acima da da América do Norte, 151% acima da da Ásia-Pacífico e 160% acima da da Europa, Oriente Médio e África.

O que mostram os dados regionais?

O sinal mais forte é a persistência da fraude digital bancária e de pagamentos em vários países da região, com maior peso dos canais online e reforço dos controles de autenticação. Ao mesmo tempo, os relatórios oficiais e setoriais mostram que o problema não se limita ao uso de cartões. Ele também inclui falsificação de identidade, roubo de credenciais, malware e golpes de investimento.

No Peru, o Ministério Público registrou 29.118 denúncias ligadas a crimes da Lei 30096 entre janeiro e julho de 2026, segundo a Andina. A mesma cobertura informou 19.602 casos do artigo 8 dessa norma e 457 denúncias por estelionato agravado associado ao acesso ou à subtração de dados de cartões de poupança ou crédito emitidos pelo sistema financeiro ou bancário. A modalidade com mais casos foi a fraude informática e a falsificação de identidade.

O que acontece na Colômbia, Chile, Argentina e México?

Os casos reportados nesses países apontam para um padrão comum, com mais fraude em ambientes digitais e respostas baseadas em autenticação reforçada, verificação de identidade e alertas oficiais. Na Colômbia, 85,1% das fraudes relacionadas a roubo de dados, credenciais de aplicativos móveis e informações de cartões se concentra em canais digitais. Esses canais representam 78,8% das reclamações por fraude em 2026, segundo o La República.

A mesma reportagem apontou que o setor bancário passou a apostar em autenticação multifator e biometria como resposta. No Chile, uma cobertura sobre operações da Microsoft Digital Crimes Unit identificou 5.606 vítimas de Lumma Stealer, 1.636 de Fox Tempest e 479 vinculadas à RedVDS. Além disso, desde agosto de 2026 bancos, fintechs e emissores de cartões devem usar ao menos dois fatores independentes de identidade em operações críticas, como transferências eletrônicas, abertura de clientes digitais e alterações de dados sensíveis, com recursos como passkeys e biometria.

Na Argentina, o Banco Central alertou para campanhas de investimento falso que usam seu nome ou o de suas autoridades. Segundo o aviso, os golpistas imitam bancos, carteiras digitais ou órgãos públicos e pedem DNI, usuários, senhas, códigos de verificação, tokens ou chaves de uso único. No México, a Condusef informou que 64 instituições financeiras haviam sido suplantadas na internet e nas redes sociais por falsas financeiras, com uso de chamadas mascaradas e vídeos com inteligência artificial para fraudar usuários.

Quais medidas bancos e reguladores estão tomando?

As respostas buscam reduzir o uso de credenciais roubadas e dificultar a tomada de contas ou dispositivos. No México, a Condusef e a Associação de Bancos divulgaram um alerta sobre fraude financeira por meio de malware capaz de assumir o controle de dispositivos móveis. Elas recomendaram interromper transações suspeitas, desconectar o equipamento, trocar senhas a partir de um dispositivo seguro e contatar diretamente a instituição financeira.

No Peru, desde 1º de julho de 2025, bancos, emissores de cartões e carteiras digitais devem aplicar ao menos dois fatores independentes de autenticação em determinadas operações, conforme a Resolução SBS N.° 2286-2024. A combinação dessas medidas com os dados de fraude na região mostra um cenário em que o canal digital continua concentrando tanto os ataques quanto as defesas.

Fontes

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