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Peru amplia pedido de poderes sobre segurança

PCM formalizou pedido de 120 dias com 66 matérias. Congresso já citou Luis Galarreta e a Comissão de Economia vai ouvir Fazenda

Whalemate Labs · Pesquisa assistida por IAPublicado:Atualizado 5 min de leitura

A Presidência do Conselho de Ministros do Peru formalizou ao Congresso um projeto de delegação de faculdades legislativas por 120 dias, com 66 matérias em oito eixos que incluem segurança cidadã, modernização do Estado e transformação digital. O Congresso já citou o premier Luis Galarreta e soma revisões na área econômica.

Atualização 9 de setembro de 2026: o pedido foi formalizado como Projeto de Lei N.° 00098-2026-2031-CD, e a Comissão de Constituição citou o premier Luis Galarreta para defendê-lo na sessão de 9 de setembro. Além disso, a Comissão de Economia decidiu chamar o ministro da Economia e o chefe da Sunat, enquanto aumentaram as críticas pela falta de especificidade técnica do pedido.

A Presidência do Conselho de Ministros do Peru enviou ao Congresso um projeto de lei para receber faculdades legislativas por 120 dias corridos, com 66 solicitações distribuídas em oito matérias. O pacote inclui segurança cidadã, modernização do Estado, reativação econômica e medidas ligadas ao crime organizado. O texto avançou para a Comissão de Constituição, que já convocou o presidente do Conselho de Ministros, Luis Galarreta, para explicar o alcance da proposta.

O que inclui o pedido de faculdades?

O projeto apresentado pelo Poder Executivo cobre oito temas e reúne 66 matérias, segundo as reportagens e o próprio diário oficial El Peruano. Entre os eixos estão segurança cidadã, gestão de risco de desastres, MYPE, emprego, desenvolvimento produtivo, tributação, simplificação administrativa e modernização do Estado.

O diário oficial descreveu a iniciativa como um pedido urgente para que o Congresso autorize o Executivo a legislar durante 120 dias corridos. O PQS também informou que, entre as diretrizes, aparecem transformação e segurança digital nos setores público e privado, além da digitalização de atividades e serviços do Estado. O Infobae Perú acrescentou que o pacote está organizado principalmente em três frentes, segurança cidadã, reativação econômica e atendimento a emergências derivadas do fenômeno El Niño.

Coberturas setoriais mais recentes acrescentaram que o pacote também inclui reformas em cibersegurança, governança digital, finanças abertas e inclusão financeira, dentro do eixo de modernização e transformação digital do Estado.

O que acontece com as medidas de segurança?

Dentro do eixo de segurança, uma das faculdades solicitadas busca alterar a norma de telecomunicações para rastrear, geolocalizar e bloquear celulares usados de forma ilícita. Esse ponto abre uma frente regulatória com possíveis efeitos sobre interceptação de comunicações e gestão de dados de geolocalização, segundo a cobertura de El Estado del Perú.

A Comissão de Defesa Nacional do Congresso emitiu um parecer que considera viável a delegação em matérias sob sua competência, desde que sejam respeitados o prazo de 120 dias e as matérias específicas autorizadas. O documento inclui migração e nacionalidade, rastreamento e bloqueio de equipamentos de comunicação em presídios, armas e explosivos, participação excepcional das Forças Armadas em estabelecimentos penitenciários, combate à criminalidade organizada e classificação de organizações criminosas como terroristas.

Por que há críticas ao alcance do pedido?

A presidente da Comissão de Constituição, Giannina Avendaño, questionou o fato de o pedido reunir 66 solicitações em oito matérias e apontou que o documento não traz sustentação clara para várias delas. A observação se soma às dúvidas sobre o nível de detalhe disponível no texto enviado pelo Executivo.

A Comissão de Constituição se declarou em sessão permanente para avaliar a iniciativa, que segue em fase procedimental. Além disso, citou o presidente do Conselho de Ministros, Luis Galarreta, para que apresente a proposta e explique por que se busca legislar sobre 66 pontos em áreas centrais como segurança cidadã e economia.

A convocação ficou marcada para a sessão de 9 de setembro, quando o premiê deverá explicar o alcance do projeto e suas 66 matérias. O pedido também foi formalizado como Projeto de Lei N.° 00098-2026-2031-CD.

O que o governo disse sobre a urgência?

O governo enquadra a solicitação como resposta rápida à insegurança cidadã. O ministro da Justiça, Ernesto Álvarez, afirmou que aprovar as faculdades atende a uma necessidade da população e, em outra entrevista, ressaltou que os futuros decretos legislativos não buscariam apenas elevar penas.

Álvarez disse que o objetivo é reforçar a capacidade da Polícia e da inteligência policial, além do trabalho de inteligência das Forças Armadas, para capturar quadrilhas criminosas. Em declarações ao Expreso, ele também vinculou a urgência do pedido a uma reforma do sistema penitenciário e do INPE, que incluiria a construção de pelo menos um megapenal e a separação efetiva dos internos de maior periculosidade.

Como segue o trâmite no Congresso?

A Comissão de Constituição decidiu trabalhar em sessão permanente e recebeu pedidos de diálogo com as bancadas para buscar consenso sobre o texto. Segundo a RPP Noticias, o projeto foi encaminhado à Comissão de Constituição da Câmara de Deputados para continuar a tramitação, enquanto o Executivo tenta destravar apoios políticos.

O Peru Informa acrescentou que a PCM abriu uma rodada de conversas com diferentes bancadas. O Gestão, por sua vez, informou que o governo precisou sanar uma observação formal e enviar a ata corrigida ao Congresso, o que mantém o processo em aberto antes de uma eventual autorização para legislar.

Em paralelo, a Comissão de Economia, Bancos, Finanças e Inteligência Financeira decidiu convocar o ministro da Economia e o chefe da Sunat para explicar os impactos econômicos do pacote, sobretudo os trechos ligados ao regime tributário, finanças e aos componentes de finanças abertas e inclusão financeira.

Que outro frente legislativo aparece em paralelo?

Em paralelo ao pedido de faculdades, o deputado Leo De Paz Lancho apresentou um projeto de lei para fortalecer a prevenção, a atenção, a correção e a reparação de danos diante do assédio escolar, bullying e ciberbullying cometidos por crianças e adolescentes nas escolas do país. A proposta inclui medidas concretas que vão além do reconhecimento do problema.

O texto prevê a implementação progressiva e obrigatória de psicólogos escolares em todas as escolas em um prazo máximo de 24 meses, com protocolos diferenciados conforme três níveis de gravidade. Nos casos mais graves, inclui comunicação imediata à Polícia Nacional do Peru e ao Ministério Público. Também estabelece mecanismos de justiça restaurativa escolar, um Programa de Corresponsabilidade Parental obrigatório para pais de estudantes reincidentes e o registro e monitoramento trimestral de cada caso pelo CONEI, com falta administrativa grave para diretores que omitam esse acompanhamento.

Fontes

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