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Peru avança em estratégia e faculdades digitais

País finaliza estratégia nacional de cibersegurança e pede ao Congresso poder para editar medidas de transformação e segurança digital.

Whalemate Labs · Pesquisa assistida por IAPublicado:3 min de leitura

O Peru avança na conclusão de sua Estratégia Nacional de Cibersegurança enquanto o governo pede ao Congresso 120 dias de faculdades legislativas para ditar medidas de transformação e segurança digital por decretos legislativos, sem promover no texto público uma lei autônoma de cibersegurança ou de proteção de dados pessoais.

O Peru avança na conclusão de sua Estratégia Nacional de Cibersegurança e, em paralelo, o governo pediu ao Congresso 120 dias de faculdades legislativas para ditar medidas de transformação e segurança digital por meio de decretos legislativos. Na informação oficial divulgada, não aparece um projeto de lei autônomo de cibersegurança ou de proteção de dados pessoais em tramitação parlamentar ligado a essa estratégia.

O que informou a PCM sobre cibersegurança?

A Secretaria de Governo e Transformação Digital da PCM afirmou que o país está finalizando a elaboração de uma Estratégia Nacional de Cibersegurança e que trabalha em um marco de governança digital. Essa linha foi apresentada como parte do papel da PCM sob o Decreto Legislativo 1412, que organiza a governança digital no Estado.

A mesma fonte oficial não apontou um projeto de lei específico de cibersegurança no Congresso vinculado a essa estratégia. O foco público ficou na construção do marco de governança e na coordenação institucional, mais do que em uma nova lei primária.

O que pediu o Executivo ao Congresso?

O Conselho de Ministros aprovou um projeto de lei para solicitar delegação de faculdades legislativas ao Congresso por 120 dias corridos. A proposta contempla oito matérias e 66 pedidos no total, entre eles simplificação administrativa, eliminação de barreiras burocráticas, qualidade regulatória e transformação digital.

A Presidência do Conselho de Ministros explicou que o pacote inclui medidas de transformação e segurança digital no setor público e privado, além da digitalização de atividades e serviços do Estado. No texto público divulgado, não há detalhamento de uma nova lei de cibersegurança nem de proteção de dados pessoais, mas sim a autorização para que o Executivo legisle por decretos legislativos.

Quais medidas digitais aparecem no pedido?

O pedido enviado ao Congresso menciona credenciais digitais e assinaturas eletrônicas como parte da modernização do Estado. Também se enquadra no objetivo de fortalecer a transformação digital e a segurança digital, tanto em âmbitos públicos quanto privados.

A Andina indicou ainda que o pacote de faculdades busca reforçar a modernização estatal e que essa agenda é coerente com a responsabilidade da PCM sobre a governança digital. Nessa documentação pública, porém, não se identifica um novo marco legal autônomo sobre cibersegurança ou dados pessoais.

Como se encaixam a lei 29733 e a regulação vigente?

O material disponível indica que a resposta estatal se move sobre marcos já vigentes, como a Lei N.º 29733 e seu regulamento, mais do que sobre uma nova lei de cibersegurança. A referência a esse arcabouço regulatório aparece como parte do contexto em que o Executivo impulsiona medidas por meio da delegação de faculdades.

Esse enfoque também aparece na cobertura sobre vazamentos de dados de cartões peruanos na dark web, onde se menciona que empresas israelenses de cibersegurança oferecem soluções ao mercado peruano. Essa nota situa o país em um cenário de aumento de fraude e de exposição de dados pessoais, com cooperação técnica e regulação secundária como vias de resposta.

Que atividade política houve em agosto?

Em agosto de 2026, o senador Carlos Caballero se reuniu com a Secretaria de Governo e Transformação Digital da PCM. Segundo a comunicação do Congresso, ali foram apresentados a situação atual, as perspectivas e os desafios da transformação digital do Estado para os próximos anos.

A visita sugere coordenação política sobre o desdobramento da governança e da segurança digital. Nessa instância, também não foram informados novos projetos de lei específicos de cibersegurança ou proteção de dados pessoais.

Que vínculo aparece com Israel?

A Agência Andina informou que Peru e Israel buscam aprofundar sua cooperação em cibersegurança, e o Gestão acrescentou que esse vínculo ganha relevância em meio à oferta de empresas israelenses para atender o mercado peruano. Esse contexto reforça a leitura de que o país está articulando respostas por meio de cooperação técnica, avanços regulatórios e da estratégia nacional em elaboração.

Fontes

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