Fraude digital: casos na Argentina
Justiça, bancos e autoridades da região relataram fraudes e uma possível fuga de dados no Telegram com impacto em vários países.
A Justiça de La Plata condenou um banco a devolver 11.199.999,94 pesos por uma estafa digital que levou a seis transferências não autorizadas da conta de uma cliente. Ao mesmo tempo, o BancoEstado estimou perdas acima de US$ 20 milhões em 2026 e, no México e na Colômbia, surgiram novos alertas sobre roubo de dados, credenciais e golpes por mensagens.
A Justiça de La Plata condenou um banco a pagar 11.199.999,94 pesos por uma estafa digital que terminou com seis transferências não autorizadas da conta de uma cliente. O caso apareceu ao lado de novos relatos de fraudes bancárias e roubo de dados na Chile, Colômbia, México e Brasil, com um padrão comum que mistura golpes por mensagens, roubo de identidade e circulação de credenciais.
¿Qué resolvió la Justicia de La Plata?
A Justiça de La Plata determinou a devolução de 11.199.999,94 pesos a uma cliente após uma estafa que ocorreu quando ela acessou um site falso do banco, segundo o Infobae. A partir desse acesso, foram feitas seis transferências não autorizadas desde sua conta.
A decisão entrou em uma série de casos recentes que mostram como a fraude digital continua atingindo clientes bancários na região. Neste caso, a sentença destacou o dano econômico concreto sofrido pela usuária e a operação fraudulenta que começou a partir de uma página apócrifa.
¿Qué cifras reportó BancoEstado?
O BancoEstado estimou que suas perdas por fraudes superariam US$ 20 milhões em 2026 e que o acumulado dos últimos cinco anos chegaria a US$ 400 milhões, de acordo com o El Dínamo. A projeção mostra a persistência do problema no sistema financeiro chileno.
A instituição colocou esses números no centro de seu balanço anual de fraudes, em um contexto em que as manobras de engenharia social e os golpes contra clientes bancários seguem gerando custos altos. O dado acumulado de cinco anos dimensiona que o impacto não se limita ao exercício atual.
¿Dónde se concentran los fraudes digitales en Colombia?
Na Colômbia, uma análise citada pelo Diario del Sur atribuiu ao presidente da Asobancaria, Jonathan Malagón, a afirmação de que 85,1% das fraudes ligadas ao roubo de dados, credenciais de aplicativos móveis e informações de cartões se concentram em canais digitais. A mesma cobertura informou que a Superintendência Financeira recomendou verificar as informações diretamente com a entidade e evitar abrir links ou baixar arquivos suspeitos.
Esse sinal reforça o peso dos canais remotos como superfície de ataque. A recomendação oficial busca cortar a cadeia de engano no primeiro contato, antes que o usuário entregue dados ou execute uma ação de risco.
¿Qué aplicaciones y redes están bajo más presión?
A Kaspersky foi citada pelo El Economista ao apontar que o WhatsApp concentrou 43% dos golpes por mensagens, seguido por SMS e iMessage com 40%, Facebook com 27%, Telegram com 22% e Instagram com 19%. A distribuição confirma que a fraude se espalha por várias plataformas ao mesmo tempo.
A maior carga sobre WhatsApp e mensagens de texto sugere que os atacantes seguem explorando canais do dia a dia para distribuir links, se passar por contatos ou induzir o usuário a compartilhar credenciais. O Telegram também ficou entre os canais mais expostos nesse levantamento.
¿Qué se investiga en México y Brasil?
No México, uma cobertura informou que a Secretaria Anticorrupção investiga a venda de 12,9 milhões de registros pessoais no Telegram, com dados bancários, RFC e endereços de clientes da Amazon, BBVA, Banamex e Santander. Outras publicações citadas no material disseram que a pasta teria detectado uma oferta de bases supostamente vindas de call centers, embora a autenticidade e a responsabilidade das empresas não tivessem sido confirmadas.
Nesse mesmo contexto, Xataka México e Radio Fórmula indicaram que a autoridade analisava as informações e que ainda não estava confirmado nem a origem dos dados nem se as empresas mencionadas eram responsáveis pela exposição. O Debate acrescentou que a suposta filtragem envolvia bases relacionadas à Amazon, BBVA, Banorte, Santander, Sam’s Club, Liverpool e Sanborns.
No Brasil, o Campo Grande News informou que uma operação cibernética teria desviado R$ 424.700 de uma empresa de telecomunicações depois que credenciais foram entregues a um contato que se passou por legítimo. O caso se encaixa no mesmo padrão regional, acesso por engano, entrega de credenciais e desvio de fundos.
Fontes
- Amazon, BBVA y Santander están relacionados con 12.9 millones de datos personales a la venta en Telegram. México investiga qué pasóxataka.com.mx· Xataka México
- Filtración de 13 millones de datos en Telegram: protégete yamilenio.com· Milenio
- Cayó en una estafa tras ingresar a una web falsa del banco y la Justicia ordenó devolverle el dinero que le robaroninfobae.com· Infobae
- WhatsApp concentra 43% de las estafas por mensajería; víctimas alertan por uso de IAeleconomista.com.mx· El Economista
- Secretaría Anticorrupción informa sobre venta de datos de call centersradioformula.com.mx· Radio FórmulaURL não verificada
- Fraudes en tarjetas: BancoEstado estima pérdidas por más de US$20 millones en lo que va del añoeldinamo.cl· El Dínamo
- Del phishing a los deepfakes: cómo evolucionan las estafas contra clientes bancariosdiariodelsur.com.co· Diario del Sur
- Operação Firewall: golpe cibernético desviou R$ 424 milcampograndenews.com.br· Campo Grande News
- Investigan posible venta de datos personales de millones de personasdebate.com.mx· El DebateURL não verificada



