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Fraude bancária na AL usa deepfakes

Bancos e clientes enfrentam deepfakes, caller ID spoofing e tentativas de fraude em vários países da região, com alertas oficiais.

Whalemate Labs · Pesquisa assistida por IAPublicado:3 min de leitura

O fraude bancária digital na América Latina está migrando para suplantações mais sofisticadas, com caller ID spoofing, deepfakes, identidades sintéticas e evasão de biometria ou MFA. Os casos e alertas reunidos na América Central, México, Chile, Peru, Brasil e outros mercados mostram uma cadeia que vai do roubo de credenciais ao desvio de fundos por meio de contas mula.

Em vários países da América Latina e também fora da região, bancos, reguladores e veículos de imprensa estão registrando uma escalada de fraudes por suplantação que combinam chamadas falsas, deepfakes, identidades sintéticas e evasão de biometria. Na América Central, a BioCatch descreveu uma cadeia que começa na exposição ou captura de dados pessoais, passa pelo comprometimento de credenciais, pela tomada de contas ou por golpes de pagamento autorizado, e termina na movimentação de recursos por redes de contas mula.

¿Qué técnicas están creciendo?

As modalidades mais recorrentes na cobertura são o caller ID spoofing, a impersonação de suporte bancário, os deepfakes e o uso de identidades sintéticas, além de tentativas de sequestrar sessões ou esgotar mecanismos de MFA. No México, uma reportagem da Cinecassette explicou que o caller ID spoofing falsifica o número exibido para fazer a vítima acreditar que a ligação veio de uma instituição confiável, e pode incluir pedidos de dados confidenciais, códigos SMS ou tokens, além de transferências "para proteger" os fundos.

A mesma lógica aparece em análises técnicas da NHIMG sobre account takeover em serviços financeiros. Nelas, o atacante se passa por suporte ou pelo time de fraudes do banco, muitas vezes com caller ID spoofing ou e-mails falsos, para conseguir autorização para mudanças cadastrais ou transferências. A Trusona, com base em dados do FBI IC3, informou que em 2025 a tomada de contas por impersonação de suporte de instituições financeiras gerou cerca de 4.700 denúncias e US$ 359,7 milhões em perdas, enquanto o business email compromise chegou a US$ 3,05 bilhões.

¿Qué muestran los casos de la región?

A cobertura regional mostra que essas táticas já atingem vários mercados e perfis de vítimas. A Bloomberg Línea informou, citando a Experian, que 71% das pessoas entrevistadas na Colômbia, México, Chile, Peru e Panamá recebeu ao menos uma tentativa de fraude no último ano, e que 82% percebe aumento desses episódios, segundo a nota atribuída à fonte.

No Peru, a Infobae descreveu ameaças recentes para bancos como evasão biométrica, deepfakes, identidades sintéticas e account takeover, que pode incluir sequestro de sessões ou esgotamento de MFA, embora se trate de cobertura jornalística e não de confirmação oficial. No México, a Secretaria de Segurança e Proteção Cidadã informou sobre uma campanha que usou imagens e vídeos manipulados por inteligência artificial da presidente, do secretário de Segurança e da governadora do Banco do México para promover falsos investimentos, com 12 pessoas físicas e uma jurídica vinculadas e mais de US$ 2 milhões congelados.

O Chile também aparece como um caso de engenharia social mais sofisticada. A The Clinic detalhou um golpe telefônico bancário em que o RUT vira a chave de entrada, com atacantes que se apresentam como o setor de fraudes do banco e usam scripts de vendas para convencer o cliente a entregar dados ou autorizar operações. A Revista Emprende acrescentou que o Banco Central do Chile alertou sobre o uso indevido de seu nome, imagem e autoridades em fraudes que incluem vídeos gerados por inteligência artificial para suplantação.

¿Cómo están respondiendo bancos y asociaciones?

A resposta tem ido no sentido de verificação fora da ligação e de uso de canais oficiais. A Associação Portuguesa de Bancos alertou para chamadas fraudulentas em seu nome, disse que em alguns casos o caller ID spoofing é usado para falsificar o número geral da entidade e reforçou que qualquer consulta deve ser verificada pelos canais oficiais. O BNP Paribas, por sua vez, recomendou que clientes confirmem a identidade do suposto funcionário por meio de uma notificação push no app GOmobile e comparem os dados do interlocutor com os visíveis no aplicativo.

No Brasil, um diretor da Febraban alertou para uma "epidemia" de tentativas de fraude com engenharia social e recomendou verificar qualquer situação suspeita apenas pelos canais oficiais do banco, como o número impresso no cartão ou o site, mesmo quando houver pedido de biometria adicional por SMS ou app. Em El Salvador, a La Prensa Gráfica informou sobre uma agenda de banco e cibersegurança em que se discutiu o uso de IA para detecção de fraude e AML em tempo real, em uma linha de resposta mais voltada à automação da defesa.

¿Qué dicen los reportes sobre biometría y deepfakes?

Os relatórios convergem na avaliação de que a biometria tradicional já não basta sozinha diante da suplantação audiovisual. Uma análise citada pela MSN México apontou que 72% das organizações entrevistadas detectou aumento de ataques de injeção digital usando deepfakes, o que reforça o avanço da evasão biométrica com IA. No Brasil, O Globo descreveu como os chamados "deepfakes caseiros" vêm sendo usados para tentar burlar aplicativos bancários e sistemas de prova de vida com o objetivo de acessar saques, empréstimos ou compras.

A cobertura também mostra uso cada vez mais amplo em outros contextos. Uma reportagem da Inkl sobre famílias latinas que enviam remessas descreveu chamadas de voz e vídeo com identidades falsas geradas por IA para pressionar por transferências urgentes, e recomendou palavras-chave familiares, uso de apps oficiais de remessas ou banco e autenticação em dois fatores. Em paralelo, uma nota sobre fraude com deepfakes no México informou que autoridades cibernéticas e a Unidade de Inteligência Financeira coordenaram uma investigação e congelaram mais de US$ 2 milhões.

¿Qué alcance regional se desprende de esta cobertura?

O que aparece não é um caso isolado, mas uma convergência de táticas que atravessam banco, pagamentos e remessas. A América Central enfrenta a sequência clássica de roubo de dados, tomada de contas e lavagem por meio de contas mula, enquanto México, Chile, Peru e Brasil mostram variações locais de suplantação com IA, chamadas falsas e ataques ao usuário final. O retrato deixado por essas publicações é o de uma fraude digital que depende cada vez mais de engenharia social avançada e de ferramentas de suplantação que já estão entrando nos processos de autenticação e na relação cotidiana com o banco.

Fontes

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