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Colômbia ajusta controle financeiro

Superintendência Financeira abriu projeto regulatório; a DIAN passou a exigir novos reportes sobre criptoativos desde 2026.

Whalemate Labs · Pesquisa assistida por IAPublicado:3 min de leitura

A Superintendência Financeira da Colômbia publicou o Projeto de Circular Externa 13 de 2026 e abriu a discussão para comentários até 14 de agosto. No mesmo período, a DIAN ativou novas exigências de reporte sobre criptoativos a partir do ano fiscal de 2026, enquanto o Banco da República informou que não houve incidentes relevantes em sua plataforma entre 2025 e 2026.

A Superintendência Financeira da Colômbia publicou o Projeto de Circular Externa 13 de 2026 e abriu a coleta de comentários externos até sexta-feira, 14 de agosto, às 23h59, com envio de observações para normativa@superfinanciera.gov.co por meio de uma matriz específica. No mesmo intervalo, o Banco da República informou que, entre 1º de julho de 2025 e 30 de junho de 2026, não houve incidentes relevantes contra sua plataforma tecnológica nem contra os dados armazenados nela.

¿Qué busca el proyecto regulatorio de la Superintendencia Financiera?

O Projeto de Circular Externa 13 de 2026 busca mitigar os efeitos derivados da situação de desastre nacional declarada pelo Decreto 1171, de 11 de agosto de 2026, com instruções ligadas à gestão de riscos operacionais e à continuidade para entidades supervisionadas. A ficha pública do processo definiu o canal formal de participação e manteve aberta a recepção de observações externas dentro de um prazo curto.

O texto oficial da iniciativa e a resenha do Centro de Estudios Regulatorios coincidiram ao indicar que a publicação ocorreu em 13 de agosto de 2026. A vLex também registrou o projeto como Normatividad 13_2026 e confirmou a data de encerramento dos comentários. A Finance Colombia, por sua vez, documentou que a Superintendência costuma tramitar seus projetos de circular com protocolo específico e envio por e-mail institucional, uma mecânica que volta a aparecer neste caso.

¿Cómo se mueve el frente financiero y de seguridad de la información?

A versão vigente da Circular Básica Financeira, identificada como Circular Externa 004 de 2026, foi alterada em 12 de agosto de 2026, o que traz ajustes recentes ao marco prudencial aplicável às entidades supervisionadas. O material disponível não descreve o conteúdo completo dessas mudanças, mas as situa como parte do movimento regulatório que envolve segurança da informação, gestão de riscos e cumprimento operacional.

No mesmo período, o Banco da República manteve em sua política geral de segurança da informação que não houve incidentes relevantes em sua plataforma nem nos dados durante o período informado. O dado aparece em seu portal de transparência e funciona como referência institucional sobre o estado de sua superfície tecnológica nesse intervalo.

¿Qué cambió para los criptoactivos en Colombia?

A DIAN passou a exigir relatórios sobre operações com criptoativos, compras, vendas e posse desde o ano fiscal de 2026, o que amplia as obrigações de informação para provedores locais ligados a atividades financeiras com ativos virtuais. A Infobae Colombia informou ainda que o primeiro envio desses dados, sob a Resolução 000240 de 2025, está previsto para maio de 2027.

O mesmo veículo apontou que o projeto de lei 510 de 2025, que buscava um marco regulatório específico para plataformas de serviços com criptoativos, foi arquivado por aplicação do artigo 190 da Lei 5 de 1992, segundo a ficha oficial da Câmara dos Representantes citada na cobertura. Também destacou que a Superintendência Financeira reiterou que não regula, supervisiona, avaliza nem autoriza negócios baseados em criptoativos.

A Infobae acrescentou que a Colômbia segue sem uma definição tributária específica de criptoativo nem um método exclusivo para sua valoração, o que mantém incertezas práticas para as entidades que operam no país. Essa leitura foi apresentada pelo veículo como uma tensão entre exigências maiores de reporte e um marco ainda incompleto para a atividade.

¿Qué otros frentes de cumplimiento pesan sobre los proveedores de activos virtuales?

Além do esquema tributário da DIAN, o arcabouço colombiano inclui obrigações antilavagem para provedores de serviços de ativos virtuais domiciliados no país ou com operações nele. A Cryptoveritas 360 informou que a Resolução 314 de 2021 da UIAF já impõe reportes de operações suspeitas e transações com ativos virtuais para PSAV, incluindo troca entre ativos virtuais e moeda fiduciária, troca entre ativos virtuais, transferência, custódia ou administração.

Essa mesma análise acrescentou que, junto ao esquema CARF adotado pela DIAN, também existem obrigações de informação exógena para determinados PSAV sobre conversões entre moeda de curso legal e ativos digitais. No conjunto, o quadro regulatório deixa as empresas do setor com duas frentes simultâneas de conformidade, a tributária e a antilavagem, enquanto o debate sobre uma supervisão integral continua em aberto.

Fontes

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