BCRA ativa score antifraude nas transferências
A Comunicação A 8473 cria um score de risco para pagamentos eletrônicos e define prazos, rastreabilidade e proteção de dados.
O Banco Central da República Argentina publicou a Comunicação A 8473 e colocou em marcha um sistema de avaliação de risco de fraude para transferências imediatas. A norma alcança entidades financeiras, PSPCP e administradores do esquema, com uso de dados públicos, prazos de adaptação e obrigações de evidência, segurança e rastreabilidade.
O Banco Central da República Argentina publicou a Comunicação A 8473 e colocou em marcha um sistema de avaliação de risco de fraude para pagamentos eletrônicos, com base em informações que o próprio BCRA fornecerá aos administradores de transferências imediatas. A medida alcança entidades financeiras, PSPCP e administradores do esquema. Também se integra a uma abertura pública de dados voltada a detectar manobras suspeitas, contas ligadas a fraudes e jogo ilegal.
¿O que muda com a Comunicação A 8473?
A norma obriga o uso de um score de risco de fraude para a abertura de clientes, o monitoramento transacional e a revisão periódica do cadastro, com evidência disponível para a Superintendência de Entidades Financeiras e Cambiais. Além disso, determina que as informações e o score sejam usados apenas para as finalidades previstas, com controles de rastreabilidade e proteção.
Segundo a análise de Bruchou & Funes de Rioja, o BCRA entregará mensalmente e sem custo aos administradores de transferências imediatas informações sobre pessoas físicas de caráter público ou agregado, que deverão ser combinadas com dados da Central de Prevenção de Fraude e, eventualmente, com informações transacionais compartilhadas. Com isso, será construído um score por cada CUIL ou CUIT, a ser disponibilizado a bancos e PSPCP que originem transferências imediatas.
¿A quem alcança e o que deve ser guardado?
A Comunicação A 8473 alcança entidades financeiras, Provedores de Serviços de Pagamento que oferecem Contas de Pagamento e administradores de transferências imediatas, e impõe a conservação de evidências do uso do score em processos-chave. Eles também devem adotar medidas de segurança, confidencialidade, integridade e disponibilidade da informação, com mecanismos de controle sobre acessos, usos, transferências e incidentes.
Bruchou & Funes de Rioja informa que essa evidência deve ficar disponível para a supervisão do regulador. A mesma análise acrescenta que os sujeitos alcançados podem ser sancionados sob os artigos 41 e 42 da Lei de Entidades Financeiras, com multas, inabilitações e outras medidas administrativas em caso de descumprimento.
¿Que prazos o BCRA definiu?
A norma estabeleceu prazos diferenciados, 60 dias corridos a partir do envio, pelos administradores, da documentação técnica sobre o score para a abertura de clientes e a revisão periódica do cadastro, e 90 dias corridos para o monitoramento transacional.
Para os administradores de transferências imediatas, Bruchou & Funes de Rioja detalha um prazo próprio de 120 dias corridos a partir da publicação da norma para implementar o esquema. Coberturas jornalísticas na Argentina também indicaram que a implementação seria gradual e que, a partir de setembro de 2026, os administradores começariam a receber as informações públicas para construir perfis de risco e distribuí-los sem custo entre bancos e PSPCP.
¿Como isso se conecta com outras regras da região?
Na Argentina, o Cibersegurança Latam vinha destacando a Comunicação A 7724 do BCRA como um instrumento relevante na regulação de cibersegurança dos bancos e no combate ao cibercrime. Em paralelo, a imprensa geral local apontou que a Comunicação A 8471 incorporou a fraude interna e externa ao marco de gestão do risco operacional e exigiu estratégias, políticas e práticas antifraude, além de uma estrutura responsável formal.
No México, a CNBV também vem ajustando regras de autenticação e segurança em operações por correspondentes tecnológicos e canais digitais. Segundo o Cibersegurança Latam, essas flexibilizações alcançam consultas de saldo e operações de baixo risco, embora permaneçam requisitos reforçados de múltiplo fator para transações de maior risco. A ZeroTrust Consulting acrescentou que certas regras permitem o uso de SMS como fator de autenticação em alguns esquemas de menor risco.
Os Critérios de Política Econômica 2027 da SHCP, por sua vez, indicam que a pasta participará de trabalhos de coordenação e comunicação entre autoridades financeiras para lidar com incidentes de cibersegurança e continuará impulsionando mudanças regulatórias em prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo. Uma análise da Truora também ressalta que a CNBV exige identificação e verificação contínua da identidade dos clientes antes e durante toda a relação com a instituição, não apenas na abertura da conta.
Fontes
- El BCRA implementa un nuevo esquema para detectar fraudes y apuestas ilegales en el sistema de pagosyogonet.com· Yogonet Latinoamérica
- El nuevo estándar de KYC para el ecosistema fintech en LATAMblog.truora.com· Truora
- El BCRA endurecerá los controles sobre las transferencias en Argentinalmneuquen.com· LM Neuquén
- Nuevo score de riesgo de fraude del BCRA para transferencias inmediatas (Com. “A” 8473)bruchoufunes.com· Bruchou & Funes de Rioja
- Individual fraud risk profiles introduced for instant transfersstate-of.biz· State-of.biz
- El Banco Central compartirá datos para detectar cuentas vinculadas a fraudes y juego ilegallosprimeros.tv· Los Primeros TV
- ZTC Cyber Intelligence 003 | 7 de septiembre de 2026zerotrust.consulting· ZeroTrust Consulting
- Tag entidades financieras (incluye análisis sobre Comunicación A 7724 del BCRA)ciberseguridadlatam.com· Ciberseguridad Latam
- El fin del cumplimiento de papelexcelsior.com.mx· Excélsior
- Tag tecnología financiera (incluye análisis sobre medidas de seguridad y comisionistas tecnológicos en México)ciberseguridadlatam.com· Ciberseguridad Latam
- Criterios generales de política económica 2027 (SHCP-Criterios-politica_economica-2027.pdf)inep.org· Secretaría de Hacienda y Crédito Público (SHCP) de México



