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BCP e Senado ampliam pedidos sobre fraudes

Congresso do Paraguai pediu ao BCP dados sobre fusões bancárias, fundos públicos e denúncias de fraudes cibernéticas.

Whalemate Labs · Pesquisa assistida por IAPublicado:3 min de leitura

O Senado e a Câmara de Deputados do Paraguai ampliaram os pedidos de informação ao Banco Central do Paraguai sobre fusões bancárias, fundos públicos e denúncias por supostas fraudes cibernéticas. O foco legislativo inclui o Banco Itaú Paraguay, o Banco Atlas e outros processos de supervisão do sistema financeiro.

O Congresso paraguaio ampliou nos últimos dias os pedidos de informação ao Banco Central do Paraguai, com foco em fusões bancárias, fundos públicos depositados em instituições privadas e denúncias por supostas fraudes cibernéticas. As resoluções alcançam o Banco Itaú Paraguay, o Banco Atlas e outros processos de supervisão do sistema financeiro, com prazos de resposta de 15 dias úteis em alguns casos.

O que o Senado pediu ao BCP?

O Senado aprovou uma resolução para que o BCP detalhe informações sobre o Banco Itaú Paraguay S.A. e sobre processos de fusão de bancos, além de outros pontos da atividade financeira. A Casa pediu antecedentes sobre processos administrativos, sanções ou investigações em curso ligados a reclamações de usuários por fraudes cibernéticas e falhas em riscos informáticos.

O pedido também exige dados sobre controles de segurança informática, auditorias e inspeções técnicas feitas pela Superintendência de Bancos durante 2025 e 2026. Segundo o jornal La Nación, o BCP tem 15 dias úteis para responder.

Qual foi o alcance da ampliação legislativa?

A ampliação no Senado incluiu benefícios regulatórios concedidos em fusões de GNB, Sudameris, Continental e na proposta Atlas-Familiar. Além disso, incorporou especificamente sanções, controles e investigações administrativas aplicadas ao Itaú, assim como denúncias encaminhadas ao Ministério Público por possíveis condutas cibernéticas puníveis atribuídas a funcionários da instituição.

Em paralelo, o plenário do Senado aprovou por maioria outros pedidos de informação ao BCP sobre processos de fusão, depósitos de fundos públicos e do IPS em bancos privados e outras atividades financeiras. A La Nación informou que as instituições acionadas têm 15 dias para responder.

O que aconteceu na Câmara com o Banco Atlas?

A Câmara de Deputados aprovou uma resolução para que o BCP explique por que, apesar de sanções, advertências, auditorias e causas penais ligadas ao Banco Atlas, não haveria processos administrativos em curso contra a instituição. O pedido amplia a fiscalização parlamentar sobre outro banco sob observação por eventuais irregularidades na supervisão.

Além disso, deputados apresentaram e conseguiram aprovar um pedido de informações sobre suposta lavagem de dinheiro no Banco Atlas. A solicitação pede detalhes sobre auditorias, providências e medidas adotadas pelo supervisor diante de operações fiduciárias e de antecedentes ligados à instituição.

O Banco Atlas, por sua vez, divulgou um comunicado público no ABC Color no qual afirmou estar totalmente disposto a colaborar diante do projeto de resolução da Câmara. Também declarou concordância com iniciativas que tragam clareza e transparência sobre as ações desenvolvidas no âmbito do sistema financeiro.

Que alerta o BCP emitiu sobre golpes digitais?

O BCP desmentiu recomendações de investimento atribuídas às suas autoridades e alertou para mensagens e publicações falsas que prometem rendimentos financeiros por meio de links, redes sociais ou aplicativos de mensagens. A entidade pediu que não sejam acessados links de procedência duvidosa, que não sejam transferidos nem depositados recursos a pessoas ou empresas cuja legitimidade não possa ser verificada e que qualquer proposta seja checada antes da entrega de dados ou dinheiro.

Veículos econômicos paraguaios citaram ainda que o aviso oficial do BCP passou a fazer parte de uma narrativa mais ampla sobre riscos digitais no ambiente financeiro. Nesse contexto, a discussão legislativa sobre supervisão bancária e fraudes cibernéticas ficou atravessada por alertas públicos sobre possíveis golpes e por pedidos de informação que buscam esclarecer como o regulador respondeu a essas denúncias.

Que contexto trouxe o vazamento do informe Rivarola?

O vazamento do chamado informe Rivarola sobre o Ueno Bank mostrou que alertas sobre os balanços da instituição estavam formalmente documentados por órgãos de controle do BCP. O ABC Color destacou que esses avisos não ficaram restritos a conversas privadas entre representantes do setor bancário e analistas.

Esse dado acrescentou contexto sobre tensões internas na supervisão do sistema financeiro e sobre possíveis divergências técnicas dentro do regulador, em meio à sequência de pedidos de informação aprovados pelo Congresso. O eixo comum segue sendo o controle de riscos financeiros, com o componente cibernético cada vez mais presente no debate parlamentar.

Fontes

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