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ANPD amplia fiscalização e canal de denúncias

ANPD abriu canal para denúncias sobre os decretos do Marco Civil e incluiu consulta pública para rever seu processo regulatório.

Whalemate Labs · Pesquisa assistida por IAPublicado:Atualizado 4 min de leitura

ANPD habilitou uma página específica para receber denúncias sobre descumprimentos dos novos decretos do Marco Civil da Internet e abriu uma consulta pública com audiência para rever seu processo regulatório. O governo também detalhou o alcance da fiscalização e o monitoramento de plataformas, lojas de apps e ferramentas de IA generativa.

Atualização 9 de outubro de 2026: a ANPD habilitou uma página específica para denúncias sobre os novos decretos do Marco Civil da Internet e esclareceu que os relatos serão analisados de forma agregada para orientar a fiscalização, a regulação e ações educativas. Também foi incorporado um memorando com a autoridade de dados de Portugal e mais definições sobre a consulta pública em andamento.

A ANPD habilitou uma página específica para receber denúncias on-line sobre descumprimentos dos Decretos nº 12.975/2026 e nº 12.976/2026, que atualizam a regulamentação do Marco Civil da Internet. A autoridade informou que esses relatos serão usados no planejamento de ações da Superintendência de Fiscalização, no aperfeiçoamento regulatório e em iniciativas educativas.

¿Qué cambió en la fiscalización?

A proposta de atualização incorporaria critérios mais amplos para a atuação fiscalizatória. Entre eles estão mecanismos de prevenção de riscos, estruturas de governança, canais de denúncia e medidas técnicas e organizacionais, segundo a cobertura de Bem Paraná.

Esse desenho indica uma abordagem menos focada apenas na reação a incidentes e mais voltada a como as empresas estruturam seus controles internos. O debate público sobre a reforma ocorreu enquanto a ANPD mantém outras investigações de alto perfil em aberto.

TI Inside apontou ainda que a conformidade com a LGPD precisa poder ser demonstrada com evidências e gestão documental, associando essa exigência ao artigo 6, X, sobre responsabilidade e prestação de contas. A publicação também destacou como fatores de dosimetria a cooperação, os mecanismos internos demonstráveis de mitigação, as políticas de boas práticas e governança e a adoção rápida de medidas corretivas.

¿Qué herramientas podría sumar la ANPD?

Segundo a análise da DNA Law, a proposta em consulta permitiria abrir um processo sancionador sem investigação prévia em casos graves, emitir avisos e ordens de regularização e exigir planos de conformidade. O mesmo estudo sustenta que essas mudanças também poderiam valer para processos em andamento, preservando os atos já realizados.

Esse ponto segue sujeito à interpretação de uma proposta que ainda não foi aprovada. Até que exista uma nova resolução, continua valendo o regulamento atual, segundo a cobertura de Bem Paraná.

¿Qué investigaciones quiere cerrar la ANPD en 2026?

Segundo a MLex, a ANPD pretende concluir em 2026 as investigações relacionadas ao Grok e à Tools for Humanity. A cobertura também identifica a apuração sobre o Grok e a produção de conteúdo não consentido como uma das frentes de maior visibilidade da autoridade no primeiro semestre.

O caso do Grok ganhou destaque pela forma como a autoridade brasileira vem enquadrando o tema em sua agenda de fiscalização. A MLex não trouxe, na cobertura consultada, novos detalhes sobre o estágio processual dos casos, mas colocou ambos os expedientes dentro do fechamento previsto para 2026.

¿Qué seguimiento nuevo abrió el gobierno?

ConJur informou que o Ministério da Justiça e Segurança Pública pediu à ANPD uma apuração preliminar de 13 serviços dos chamados companheiros de IA, sem concluir que haja infrações. A mesma cobertura indicou que a autoridade passou a monitorar grandes plataformas digitais, lojas de aplicativos e ferramentas de IA generativa para verificar obrigações ligadas ao Marco Civil da Internet e ao ECA Digital.

Segundo a ConJur, a ANPD ampliou em agosto de 2026 seu monitoramento a grandes plataformas digitais, lojas de aplicativos e ferramentas de inteligência artificial generativa para verificar obrigações derivadas do Marco Civil da Internet e do ECA Digital. O ministério acrescentou depois que os Decretos nº 12.975/2026 e nº 12.976/2026 distinguem a responsabilidade sistêmica por conteúdos de terceiros da análise de notificações individuais, e que a ANPD fiscaliza o processamento das notificações, não cada conteúdo separadamente.

¿Qué alcance tiene el canal de denuncias?

O canal permite denunciar de forma anônima se o relato contiver elementos suficientes para comprovar ou permitir verificar os fatos, e o sistema permite escolher se o caso se relaciona ao Marco Civil da Internet ou ao Estatuto Digital da Criança e do Adolescente. O Liberal acrescentou que a página foi criada após críticas públicas e deu exemplos de descumprimentos denunciáveis, como a falta de representante legal no Brasil e falhas nos prazos de remoção.

A mesma cobertura também mencionou falhas em medidas contra a divulgação ou geração de conteúdos íntimos. O Liberal esclareceu que fatos que configurem crimes devem ser encaminhados às autoridades policiais, sem prejuízo da fiscalização administrativa da ANPD.

Uma análise da WCB Advogados sustenta que a Lei brasileira 15.352/2026 transformou a ANPD em agência reguladora e criou uma carreira própria de fiscalização. Essa mudança, segundo o estudo, abre caminho para novas prerrogativas potenciais da autoridade.

Entre essas ferramentas estão a interdição de instalações e equipamentos, a apreensão de bens e a solicitação de apoio policial diante de obstruções. O mesmo estudo enquadra a revisão do regulamento como parte de uma fase em que a agência ganha capacidade operacional e maior alcance nas inspeções.

A ANPD abriu ainda uma consulta pública e convocou audiência sobre a revisão de seu processo regulatório, com o objetivo de adequar a Portaria nº 16 ao contexto institucional e regulatório atual. Esse expediente integra a Agenda Regulatória 2025-2026 e corre em paralelo à proposta de atualizar o regulamento de fiscalização e do processo administrativo sancionador aprovado em 2021.

A consulta pública segue aberta até 26 de outubro de 2026, segundo a cobertura consultada, e a revisão busca ampliar a forma como a autoridade avalia o cumprimento das empresas. Enquanto isso, a ANPD também assinou um memorando de entendimento com a autoridade de proteção de dados de Portugal para cooperação técnica, intercâmbio de experiências e capacitação de equipes.

Fontes

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