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ToxicPanda 2.0 mira 140 apps bancários

Zimperium identificou o ToxicPanda 2.0, variante para Android que amplia o alcance para mais de 140 apps bancários e cripto em 16 países.

Whalemate Labs · Pesquisa assistida por IAPublicado:2 min de leitura

A Zimperium publicou em 19 de agosto de 2026 uma análise do ToxicPanda 2.0, variante do trojan bancário para Android que amplia seu alcance potencial para mais de 140 aplicativos bancários e de criptomoedas em 16 países. México aparece entre os mercados com maior presença na lista, ao lado de Paquistão, África do Sul, Nigéria e Índia.

A Zimperium publicou em 19 de agosto de 2026 uma análise do ToxicPanda 2.0, variante do trojan bancário para Android que amplia seu alcance potencial para mais de 140 aplicativos bancários e de criptomoedas em 16 países. México aparece entre os países com maior presença na lista, enquanto o impacto se concentra especialmente em Paquistão, África do Sul, México, Nigéria e Índia, segundo a análise citada pela Infosecurity Magazine.

O que mudou no ToxicPanda 2.0?

A zLabs da Zimperium documentou em agosto de 2026 que a nova versão amplia sua capacidade de overlay e de controle remoto para 349 instituições financeiras, apps de banco, carteiras e serviços de criptomoedas em 16 países. O pacote também passou a incluir um mecanismo específico de roubo de PIN voltado a mais de 140 aplicativos bancários e de cripto.

De acordo com a Security Affairs, o ToxicPanda 2.0 usa infraestrutura de armazenamento na Amazon AWS para distribuir as cargas maliciosas e elevou seu conjunto de comandos remotos para 167 instruções. Entre essas funções estão recursos de tomada de controle em nível de shell e o abuso do Android Wireless Debugging para reforçar o acesso ao dispositivo.

A documentação técnica resumida pela Xpert4Cyber também esclarece que parte dos comandos presentes em versões anteriores aparecia apenas como placeholders não implementados, mas na versão 2.0 passa a funcionar de fato. Isso amplia de forma relevante o alcance operacional do ator por trás do malware.

Onde o impacto se concentra?

Análises independentes indicam que o maior peso do ToxicPanda 2.0 está em Paquistão, África do Sul, México, Nigéria e Índia, onde se observa a maior densidade de aplicativos financeiros incluídos na lista de alvos de overlay e roubo de credenciais.

A Infosecurity Magazine informou que as instituições financeiras alvo somam 16 países, com México entre os mercados mais presentes. A leitura regional coloca a América Latina dentro do mapa de exposição, ao menos pela presença mexicana na campanha e pelo tipo de aplicativos atingidos pela variante.

Como isso se encaixa no cenário mais amplo?

A IBM X-Force informou em 2026 sobre atividade do ITG27, um grupo alinhado à China, e descreveu campanhas observadas contra ambientes que simulavam uma empresa de infraestrutura elétrica e uma agência governamental em nível estadual. Embora se trate de uma atribuição fora da América Latina, o caso adiciona contexto sobre campanhas recentes de espionagem e acesso persistente em ambientes sensíveis.

Em paralelo, o acompanhamento do ToxicPanda 2.0 mostra uma evolução técnica marcada por mais cobertura de aplicativos, mais comandos remotos e uma distribuição apoiada em infraestrutura em nuvem, com México entre os países citados pela pesquisa como um dos focos mais visíveis.

Fontes

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