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México avança com lei de pagamentos digitais

Sheinbaum levou ao Congresso uma lei que amplia pagamentos digitais, prevê áreas sem dinheiro vivo e inclui a CURP Digital.

Whalemate Labs · Pesquisa assistida por IAPublicado:Atualizado 4 min de leitura

Claudia Sheinbaum apresentou à Câmara uma proposta de Lei de Economia Digital para Pagamentos Digitais e Eletrônicos, que busca reduzir o uso de dinheiro vivo e autoriza a Fazenda a definir setores em que só serão aceitos pagamentos digitais. A iniciativa também inclui a CURP Digital como identificação financeira.

Atualização 18 de setembro de 2026: A iniciativa ganhou novos detalhes sobre a queda do uso de dinheiro vivo em compras pequenas e sobre o papel operacional da Fazenda para definir os setores em que só serão aceitos pagamentos eletrônicos. A exposição de motivos cita mudanças entre 2021 e 2024, e análises jornalísticas recentes detalham o alcance do artigo 13.

A presidente Claudia Sheinbaum apresentou à Câmara dos Deputados a iniciativa de Lei de Economia Digital para Pagamentos Digitais e Eletrônicos, como parte das reformas ligadas ao Pacote Econômico de 2027. O projeto busca reduzir gradualmente a dependência do dinheiro em espécie no México, autoriza a Secretaria de Fazenda e Crédito Público a definir setores em que pagamentos digitais seriam a única forma permitida e incorpora a CURP Digital como mecanismo de identificação na contratação financeira.

¿Qué propone la iniciativa sobre el uso de efectivo?

A proposta permite que a Secretaria de Fazenda determine, por setores ou atividades econômicas, onde os pagamentos digitais e eletrônicos seriam obrigatórios. Segundo reportagens citadas na cobertura econômica, a Fazenda teria 15 dias úteis para emitir uma primeira determinação depois que a lei entrasse em vigor.

Essa possibilidade não equivale a uma proibição geral do dinheiro em espécie. O Imparcial destacou que, no momento da publicação, nenhum comércio está obrigado a abandonar o dinheiro vivo e também não existe uma lista oficial de atividades afetadas, porque a iniciativa ainda tramita no Legislativo.

Análises privadas também apontam uma mudança relevante na contratação financeira digital. Mijares Abogados e outros veículos econômicos disseram que a reforma ampliaria as obrigações de identificação de usuários e de adequação da infraestrutura de pagamentos, sem impor de imediato o fim total do uso de dinheiro em espécie.

A exposição de motivos citada por White & Case acrescenta que, entre 2021 e 2024, o uso frequente de dinheiro em compras de 500 pesos ou menos caiu de 90,1% para 85,2%, enquanto as transferências eletrônicas e os aplicativos móveis subiram de 1,6% para 4,4%.

Análises jornalísticas posteriores detalharam que o artigo 13 da iniciativa atribui à Secretaria de Fazenda a definição concreta dos setores estratégicos e das atividades relevantes em que só serão aceitos pagamentos eletrônicos. O desdobramento restringe o mecanismo operacional de limitação ao dinheiro em espécie e deixa nas mãos da pasta a seleção dos ramos alcançados.

¿Cómo cambia la identificación de usuarios financieros?

A iniciativa incorpora a CURP Digital como mecanismo de identificação confiável para a contratação digital de serviços financeiros. Segundo a Radio Fórmula, os usuários poderão escolher entre a CURP Digital ou outros meios oficiais de identificação ao interagir com instituições financeiras.

White & Case, em sua análise da minuta, indicou que o projeto faz referência ao consentimento e à legislação de proteção de dados pessoais, mas não regula de forma direta o acesso, a limitação de finalidade nem a retenção de dados. Isso deixa obrigações de compliance em identificação e tratamento de dados, sem criar um marco integral de privacidade.

¿Qué alcance político y económico tiene el proyecto?

A iniciativa foi apresentada formalmente pelo Poder Executivo Federal em 8 de setembro de 2026 e enviada por Sheinbaum como uma das três propostas remetidas à Câmara dos Deputados. Quadratín, El Financiero e Record confirmaram que o processo já está registrado no Legislativo.

A cobertura internacional também situou a reforma dentro de uma estratégia para reduzir gradualmente a dependência do dinheiro em espécie e acelerar os pagamentos digitais. Breaking Belize News e The Rio Times afirmaram que o objetivo declarado é consolidar um marco regulatório específico, com impacto na inclusão financeira e nas obrigações de provedores de serviços financeiros e de comerciantes.

Os dados citados nas análises econômicas ajudam a dimensionar o alcance da proposta. O Mexico Business News informou que os pagamentos digitais cobrem aproximadamente 18% das transações no México, enquanto o dinheiro em espécie é usado em até 95% das compras abaixo de 500 pesos. Nesse contexto, a lei busca mudar a contratação financeira e abrir espaço para cenários cashless por setores definidos por regulação.

¿Qué otras iniciativas se movieron en México sobre datos y ciberseguridad?

Nos mesmos dias, outras propostas legislativas trataram de dados pessoais, fraude digital e violência online. Em Sonora, foi socializada uma reforma para reforçar que o tratamento de dados ocorra com consentimento livre, específico e informado. No plano federal, Humberto Ambriz Delgadillo impulsionou mudanças no Código Penal para agravar a comercialização e a divulgação de informações obtidas por acesso ilícito a sistemas.

Também foi apresentada uma iniciativa de Ana González González para obrigar campanhas permanentes de prevenção, alfabetização digital e proteção de dados diante da violência digital contra mulheres. A isso se somou a proposta de Olga Sosa Ruiz para autenticar o identificador de origem das chamadas de voz e criar um registro de números telefônicos usados por instituições financeiras, com o objetivo de combater fraudes e falsificação de identidade.

A agenda regulatória sobre plataformas digitais seguiu a mesma linha de endurecimento. Coberturas nacionais mencionaram outras propostas estaduais para restringir o acesso de menores às redes sociais e exigir mecanismos robustos de verificação de idade, em paralelo à discussão federal sobre pagamentos digitais e identidade.

¿México is going cashless in 2027?

Sim. A iniciativa enviada por Claudia Sheinbaum aponta para a redução gradual do uso de dinheiro em espécie e para a criação de setores em que só serão aceitos pagamentos eletrônicos. Ela não propõe uma proibição geral do dinheiro em todo o país.

O projeto, apresentado como parte do Pacote Econômico de 2027, dá à Secretaria de Fazenda a faculdade de definir, por setores ou atividades, onde os pagamentos digitais seriam obrigatórios. Segundo a cobertura citada no texto, a Fazenda teria 15 dias úteis para emitir uma primeira determinação depois que a lei entrar em vigor.

Ao mesmo tempo, a nota esclarece que a iniciativa ainda está em tramitação legislativa e que não existe, por enquanto, uma lista oficial de atividades afetadas. Por isso, a mudança não representa um fechamento imediato do dinheiro em espécie, mas um esquema regulado e gradual de expansão dos pagamentos digitais.

Fontes

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