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Chile redefine MFA bancário

A CMF do Chile restringiu as tarjetas de coordenadas e ampliou o MFA para operações críticas, com exceções para públicos vulneráveis.

Whalemate Labs · Pesquisa assistida por IA22 de jul. de 20262 min de leitura

A atualização da CMF deixa as tarjetas de coordenadas restritas a segmentos vulneráveis e empurra a banca chilena para um esquema de verificação multifator em operações de maior risco. A mudança se cruza com a Norma de Caráter Geral 502 e com as leis 21.521 e 21.459, ampliando as exigências de segurança e conformidade para bancos e emissores de meios de pagamento.

Tarjetas de coordenadas, só em casos excepcionais

Segundo o El Mostrador, a atualização da CMF permite manter as tarjetas de coordenadas apenas para segmentos vulneráveis. Nesse grupo entram pessoas idosas, usuários com baixa alfabetização digital, moradores de áreas com conectividade limitada e outros perfis que os bancos consigam comprovar diante do regulador. Isso obriga as instituições a criar modelos de segmentação e processos específicos de exceção.

MFA para operações de maior risco

O mesmo relatório informa que o novo esquema de verificação multifator será obrigatório em operações críticas e de alto risco, como transferências para novos destinatários, envios de valores elevados e mudanças em parâmetros de segurança. A lógica desloca o foco de um controle uniforme para uma autenticação reforçada de acordo com o risco transacional.

Nesse modelo, a implementação do MFA bancário no Chile se apoia na combinação de fatores de conhecimento, como senha ou PIN, de posse, como um dispositivo confiável com soft token, e de biometria. A regra busca cruzar pelo menos duas dessas categorias em cada operação crítica, aproximando a prática local de padrões internacionais de autenticação forte.

Um marco regulatório mais rigoroso

O que está em jogo não é apenas uma mudança operacional nos canais de transferência, mas também uma camada mais densa de conformidade. A Norma de Caráter Geral N° 502 da CMF, sobre gestão da segurança da informação e cibersegurança, se soma à Lei 21.521, sobre roubos e fraudes no uso de cartões e instrumentos financeiros, e à Lei 21.459, de crimes informáticos.

Visto em conjunto, o esquema leva bancos e emissores de meios de pagamento a justificar exceções, documentar controles e ajustar seus fluxos de autenticação para operações sensíveis. Em paralelo, a coexistência entre MFA obrigatório e tarjetas de coordenadas restritas a segmentos vulneráveis obriga a organizar critérios internos, rastreabilidade e comprovação diante do regulador, segundo o marco descrito pela CMF e a cobertura do El Mostrador.

Fontes

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