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Chile investiga ciberespionagem em teles

EUA alertaram o Chile sobre suspeito malware na Entel, Movistar e Telmex. A PDI apura o caso do "cable chino".

Whalemate Labs · Pesquisa assistida por IAPublicado:Atualizado 3 min de leitura

A PDI realiza diligências na Fiscalía Metropolitana Centro Norte para verificar uma denúncia com informações entregues pelos Estados Unidos sobre possíveis ataques informáticos a dispositivos localizados no Chile, no âmbito do caso conhecido como "cable chino".

A PDI faz diligências na Fiscalía Metropolitana Centro Norte para verificar uma denúncia com informações entregues pelos Estados Unidos sobre possíveis ataques informáticos a dispositivos localizados no Chile, no âmbito do caso conhecido como "cable chino". A apuração mira supostas operações de ciberespionagem com malware nas redes da Entel, Movistar e Telmex, em um alcance que, segundo as coberturas citadas, teria afetado quase todos os chilenos que usam celular.

O que a PDI investiga no Chile?

A PDI apura possíveis ataques informáticos atribuídos a um grupo asiático de ciberespionagem, depois de receber uma denúncia com informações fornecidas pelos Estados Unidos.

A Cooperativa informou que o caso ficou associado ao episódio "cable chino" e que a diligência busca comprovar um eventual ciberespionagem de "Lilac Typhoon" contra empresas como Entel, Movistar e Telmex.

Que alerta chegou dos Estados Unidos sobre as telecomunicações?

Segundo a cobertura da Revista Segurança, agências de inteligência dos Estados Unidos teriam alertado o governo chileno sobre operações de ciberespionagem com malware nas redes da Entel, Movistar e Telmex.

Na mesma linha, o 24 Horas informou que os ataques teriam começado a ser registrados em território chileno em setembro de 2024 e que a Microsoft atribui o código malicioso a um ator com origens apontadas para a China.

O Emol destacou que a investigação busca determinar se houve espionagem direcionada a várias empresas privadas de telecomunicações, em um caso associado ao chamado "cable chino".

Nessa cobertura, o embaixador dos Estados Unidos no Chile, Brandon Judd, afirmou que a ação colocou em risco a privacidade e os dados pessoais de quase todos os chilenos que usam celular.

O que aconteceu na Guatemala e na Costa Rica?

A cobertura disponível sobre a América Central indica que uma revisão de cibersegurança detectou a presença do grupo APT-15, também conhecido como Vixen Panda, Nickel e Nylon Typhoon, em vários sistemas governamentais da Guatemala.

O mesmo levantamento incluiu a Costa Rica, onde o Instituto Costarriquenho de Eletricidade anunciou em março de 2026 um incidente identificado como ciberespionagem, e uma análise técnica da Mandiant encontrou semelhanças com um grupo originário da China.

O que mostra o diagnóstico regional sobre ransomware e trojans?

Em paralelo, o diagnóstico da Scitum citado pela Convergencia apontou 78 variantes de ransomware direcionadas à América Latina durante 2025, com o Qilin como a mais ativa.

Além disso, registrou campanhas de trojans bancários e indicou que a Argentina concentrou 13% dessas campanhas, em um mapa regional que também inclui equipamentos obsoletos e outras superfícies de exposição mencionadas pela cobertura.

A combinação de alertas sobre telecomunicações no Chile, achados em sistemas governamentais da Guatemala e o incidente relatado pelo ICE na Costa Rica deixa a região com frentes abertas tanto em ciberespionagem quanto em campanhas de malware voltadas ao roubo de credenciais e ao sequestro de dados.

Fontes

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