Bolívia não exibe projeto de cibersegurança
Senado boliviano não mostra projeto visível sobre dados ou cibersegurança. ENTEL e outros atores pressionam uma agenda nacional.
A Câmara de Senadores da Bolívia não mostra, em seus listados oficiais vigentes em 17 de agosto de 2026, um projeto identificado pelo título sobre proteção de dados pessoais ou cibersegurança. A identificação precisa exige revisar os arquivos baixáveis de cada iniciativa, enquanto ENTEL e outros atores empurram uma agenda nacional de cibersegurança sem referência a uma lei concreta em tramitação.
A Câmara de Senadores da Bolívia mantém, em 17 de agosto de 2026, listas oficiais de projetos de lei em tramitação nas quais não aparece identificado pelo título nenhum projeto específico de proteção de dados pessoais ou cibersegurança. Nessas páginas, o detalhamento de cada iniciativa fica em documentos baixáveis associados ao registro geral, o que exige a revisão de cada arquivo para uma identificação precisa.
O que mostram os listados oficiais do Senado?
Os listados visíveis não exibem um projeto rotulado explicitamente como lei de proteção de dados pessoais ou de cibersegurança. A Câmara de Senadores divulgou dois registros de "Proyectos de Ley en Tratamiento", ambos atualizados em 17 de agosto de 2026, mas nos títulos publicados não há uma iniciativa desse tipo identificada de forma explícita. O conteúdo exato de cada expediente permanece nos arquivos baixáveis vinculados a cada registro.
O que aconteceu na Assembleia Legislativa em 19 de agosto?
Na 13ª Sessão Ordinária da Assembleia Legislativa Plurinacional, o deputado Carlos Alarcón Bordonio apresentou um projeto de reforma parcial da Constituição Política do Estado para tramitação legislativa. Na transcrição pública disponível, não há menção de que essa reforma seja especificamente voltada a cibersegurança ou proteção de dados pessoais.
O que está sendo impulsionado por ENTEL e organismos técnicos?
A ENTEL vem promovendo uma agenda nacional para uma Bolívia mais cibersegura e, segundo as coberturas publicadas em 20 de agosto de 2026, entre seus objetivos está contribuir para a criação e consolidação de um CSIRT Nacional e de CSIRTs setoriais. O Nómada News informou ainda que o projeto Bolivia Cibersegura 2026 foi desenvolvido com coordenação da ATT e da AGETIC, junto com representantes de operadores de infraestruturas críticas, especialistas nacionais e internacionais e especialistas da União Internacional de Telecomunicações.
Nesse mesmo contexto, autoridades da AGETIC e da ENTEL afirmaram que uma estratégia nacional de cibersegurança está sendo impulsionada com foco na construção de um CSIRT Nacional e de CSIRTs setoriais como guarda-chuva inicial de proteção para instituições críticas. As coberturas citadas não vinculam essa arquitetura a uma lei específica já aprovada ou em vigor que a sustente.
eju.tv acrescentou que a iniciativa foi apresentada como um esforço conjunto de ENTEL, da ATT e da AGETIC para impulsionar uma agenda nacional de prevenção, proteção e resposta em cibersegurança. A publicação também observou que a Bolívia dispõe de data centers e redes que poderiam ser colocados a serviço do Estado para armazenar informações de forma mais segura, sem referências a um marco legislativo de cibersegurança já consolidado.
Fontes
- Proyectos de Ley en Tratamiento - Cámara de Senadoressenado.gob.bo· Cámara de Senadores del Estado Plurinacional de Bolivia
- Bolivia Cibersegura reúne a instituciones y expertos para la protección digitaleju.tv· eju.tv
- 13° Sesión Ordinaria 19/08/2026 Asamblea Legislativa (video de sesión)youtube.com· Asamblea Legislativa Plurinacional de Bolivia
- ENTEL impulsa una agenda nacional para construir una Bolivia más ciberseguraelinformantetarija.com· El Informante Tarija
- Proyectos de Ley en Tratamiento - Cámara de Senadoressenado.gob.bo· Cámara de Senadores del Estado Plurinacional de Bolivia
- ENTEL articula Agenda Nacional de Ciberseguridadnomada.bo· Nómada News



